sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que são Distúrbios de Aprendizagem?

 



Os distúrbios de aprendizagem podem ser encontrados em crianças, adolescentes e pessoas na fase adulta. Eles geram dificuldades que estão presentes no cotidiano da escola sendo enfrentadas por educadores e também pelos responsáveis e demais pessoas que convivem com indivíduos detentores desses problemas. Muitas vezes, crianças e adolescentes têm sua imagem denegrida por adjetivos como, por exemplo, preguiçosas e desinteressadas em função da falta de conhecimentos de seus educadores. Existe um grande número de professores que desconhecem os distúrbios deaprendizagem e não possuem as capacidades necessárias para lidar com eles, agindo de forma errônea na execução do seu trabalho. As próprias crianças são o alvo para explicar o fracasso escolar e as responsabilidades por não aprenderem são atribuídas a elas mesmas. Em muitos casos, é desenvolvida uma autoestima negativa e isso pode ser levado até a vida adulta. Além de prejudicar de forma particular essas crianças, ainda impede o envolvimento do processo de ensino de uma maneira geral, isentando o sistema

de ensino de qualquer erro ou defasagem em sua qualidade. Para analisar as

dificuldades de aprendizagem é preciso considerar o processo todo e não apenas a

capacidade de quem aprende ou deixa de aprender. Sendo assim, é fundamental que

os educadores, de maneira geral, conheçam os problemas mais comuns relacionados

à aprendizagem para saber agir diante deles ou, ao menos, encaminhá-los a

profissionais especializados.

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Os distúrbios de aprendizagem não são caracterizados pela falta de

inteligência, mas ao contrário. Muitas das pessoas que os possuem têm QI

(Quociente de Inteligência) acima da média. Eles constituem deficiências

reversíveis, tendo que receber atenção especial e formas de ensino apropriadas.

As deficiências no processo de aprendizagem podem ter diversas causas que

afetam a capacidade dos indivíduos. Exemplos delas são problemas no aparelho

auditivo ou na visão, conflitos no ambiente familiar, defasagem na qualidade do

ensino, inadaptação ao método utilizado, aversão por determinada matéria,

diferenças culturais, problemas sociais como a desnutrição, questões genéticas,

ocorrência de acidentes e muitas outras.

Em função da grande quantidade de causas que podem ser atribuídas às

dificuldades de aprendizagem, existem muitas crianças que são encaminhadas para

tratamentos médicos e psicológicos desnecessariamente. Por isso, é preciso ter claro

que o diagnóstico correto de um distúrbio de aprendizagem depende de uma série

de procedimentos como o acompanhamento constante da criança, a análise de um

especialista e condições adequadas de vida. Muitos dos problemas podem ser

resolvidos facilmente e detectar a causa deles evita que a criança passe por situações

mais difíceis e desconfortáveis sem que isso seja preciso.

Durante o curso serão abordadas as dificuldades encontradas na realização de

atividades como a leitura, a escrita, a fala, funções motoras, raciocínio e habilidades

matemáticas. Elas são percebidas, na maioria das vezes, no início do processo de

aprendizagem, quando a criança passa a frequentar a escola e surgem diferenças no

acompanhamento dos conteúdos com relação aos demais alunos da mesma faixa

etária.

A aprendizagem pode ser compreendida como um processo que se realiza no

interior do indivíduo e que provoca uma mudança de comportamento. Na sociedade

atual, o conhecimento é de extrema importância e tem diferentes significados,

atingindo o indivíduo, a família, o meio social, a escola e os educadores.

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O sucesso escolar para as crianças evidencia o seu desempenho na atuação como

aluno; para a família, o sucesso escolar dos filhos se traduz em êxito no

cumprimento de seu papel como responsáveis e educadores e, para a escola, alunos

com bom desempenho significam profissionais bem sucedidos no futuro.

Sendo assim, faz-se necessário que os distúrbios de aprendizagem sejam

conhecidos por todos aqueles que rodeiam o processo educacional, para que seja

possível uma atuação em conjunto capaz de trazer resultados efetivos. O que se

nota, é que conforme os conteúdos vão aumentando o seu grau de dificuldade e o

tempo vai passando, os obstáculos enfrentados pelas crianças também tendem

apenas a aumentar, tornando o tratamento cada vez mais difícil e intensificando as

demais questões enfrentadas pelos alunos.

1.2. Diferenças entre Dificuldades e Distúrbios de Aprendizagem

Existe uma ampla discussão entre autores e profissionais da área da educação

com relação a esse assunto. No entanto, não há um consenso ou uma posição definida

para o mesmo. Dessa forma, vamos adotar neste curso o princípio de que existem

determinadas diferenças entre os termos “dificuldades” e “distúrbios” de aprendizagem.

O termo “dificuldades” pode ser usado para designar qualquer tipo de obstáculos

encontrados pelos indivíduos no processo de ensino-aprendizagem. Eles podem ser das

mais diversas ordens. Muitas vezes, os problemas não estão no aluno, mas ligados a

elementos externos que o influenciam. Abaixo você pode ver exemplos de fatores que

causam dificuldades na apreensão do conhecimento:

Problemas sociais como a desnutrição

Ausência de motivação

Conflitos familiares

Baixa qualidade do sono

Diferenças culturais

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Deficiências na estrutura da educação: salas superlotadas; professores mal

remunerados, pouco treinados e sobrecarregados

Material didático inadequado

Inadequação metodológica

Mudanças no padrão de exigências da escola

Baixo QI (Quociente de Inteligência)

Falta de interesse

Problemas na visão

Problemas na audição

Problemas genéticos

Comprometimentos neurológicos

Problemas de ordem psicopedagógica

Assim, pode-se perceber que, independente da natureza das causas, elas podem

gerar dificuldades e até mesmo impedimentos nas capacidades de aprendizado dos

indivíduos. Porém, durante este curso, o foco será dado aos Distúrbios de

Aprendizagem. Eles também causam dificuldades no processo de aprendizagem, porém

suas causas estão ligadas a características específicas dos indivíduos que refletem em

dificuldades também específicas como será visto ao longo do curso. Abaixo você pode

ver algumas características de pessoas que possuem Distúrbios de Aprendizagem:

Apresentam quociente de inteligência normal, muito próximo da normalidade ou

até mesmo superior.

Não apresentam deficiências sensoriais, nem neurológicas significativas.

Possuem rendimento escolar insatisfatório em relação às demais pessoas que se

encontram na mesma faixa etária.

Apresentam uma disfunção no sistema nervoso central.

Suas dificuldades são detectadas, na maioria das vezes, no início da

alfabetização, quando a criança passa a frequentar a escola e nota-se suas

diferenças de aprendizado em relação ao restante do grupo.

Têm dificuldades em um aspecto específico da aprendizagem (leitura, fala,

escrita, matemática, raciocínio).

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Ao contrário das dificuldades de aprendizagem, que podem estar ligadas a

problemas externos ou a um conjunto de elementos, os distúrbios de aprendizagem

estão mais vinculados ao próprio aluno independente de questões relacionadas, por

exemplo, à estrutura geral da educação ou ao ambiente familiar e suas condições

econômicas, atingindo a criança em nível individual. Essas questões podem influenciar

de forma negativa a aprendizagem, mas não são determinantes nesses casos.

As características que devem ser observadas em crianças que possuem distúrbios

de aprendizagem, são dificuldades específicas para a realização de atividades como a

leitura, a escrita, a fala, o raciocínio e as habilidades matemáticas. Essas crianças

precisam de atenção e tratamentos diferenciados como a ajuda de profissionais

especializados, formas diferentes de ensino, escolas com recursos específicos, entre

outras.

É preciso estar claro, como já foi dito anteriormente, que a confirmação de um

diagnóstico de distúrbio de aprendizagem, depende de um conjunto de fatores e exames

específicos. Crianças com dificuldades causadas por outros motivos podem ter seus

problemas sanados quando inseridas em ambientes com qualidades diferenciadas de

organização, ambientes saudáveis e profissionais capacitados.

As dificuldades de aprendizagem podem ser transitórias quando suas causas são

tratadas ou eliminadas, enquanto os distúrbios permanecem pela vida toda, já que são

disfunções do sistema nervoso central. Eles também podem e devem ser tratados,

porém, essas ações representam alternativas para que as pessoas possam conviver de

forma saudável com suas dificuldades e saber como superá-las e não constituem curas

definitivas.

Dessa forma, a disfunção neurológica é uma característica fundamental para

diferenciar uma criança com distúrbios de aprendizagem daquelas que apenas

apresentam algumas dificuldades. Aqueles têm uma relação médica, o que explica o

fato de apenas uma pequena parte da população que encontra dificuldades de

aprendizagem, terem nos distúrbios as causas de seus problemas.

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1.3. A Educação Infantil

A existência de uma educação infantil de qualidade é fundamental para todas as

escolas que trabalham com esta faixa etária. É necessário que se tenha educadores

prontos a superar qualquer espécie de

problemas presentes em sua docência,

pois, existem diversos tipos de alunos

e, no caso dos que estamos tratando

aqui neste curso, torna-se

indispensável que todos os

professores, mas principalmente os da

área infantil, tenham conhecimentos

sobre os distúrbios de aprendizagem.

Para os pais de crianças com essas

dificuldades, torna-se mais complicado reparar esses problemas sem o apoio da escola e

de profissionais capacitados.

A escola e os pais devem caminhar sempre juntos, afinal é na instituição de

ensino que a criança passa a maior parte do tempo e, por isso, ela também deve ter

conhecimentos e ambientes específicos para pessoas que apresentam esses distúrbios,

contando com profissionais também especializados no assunto. Ao perceber que o aluno

encontra dificuldades no aprendizado, a escola deve avisar aos pais desde o início, para

que se possa buscar um diagnóstico mais preciso. Caso o aluno continue apresentando

os mesmos resultados, é necessário procurar psiquiatras infantis e pedagogos

especializados no assunto. A criança precisará de todo o apoio possível, tanto da escola

como em seu ambiente familiar.

ESTE É O FIM DA UNIDADE 1! NESTA UNIDADE VOCÊ APRENDEU QUE:

Os Distúrbios de Aprendizagem são causados por problemas no sistema nervoso

central que geram dificuldades em áreas específicas da aprendizagem.

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Existem algumas diferenças entre o termo “dificuldades” e “distúrbios” de

aprendizagem e elas devem ser consideradas quando este tema é abordado.

Para lidar com os distúrbios de aprendizagem é preciso a ajuda de profissionais

especializados.

A maior parte dos distúrbios passam a ser percebidos quando as crianças

começam a frequentar a escola e, por isso, é necessário que as mesmas estejam

inseridas em instituições de ensino de qualidade capazes de ajudá-las.

Unidade 2 – Tipos de Distúrbios de Aprendizagem

As pessoas que possuem distúrbios de aprendizagem, assim como todas as

outras, têm capacidade menor para realizar determinadas atividades e uma afinidade e

facilidade maior para outras. Essas dificuldades podem ser de diferentes naturezas e

esse será o assunto tratado nesta unidade.

Os distúrbios de aprendizagem podem ser classificados em distúrbios de entrada

ou saída. Os principais tipos de distúrbios e as diferentes implicações que eles têm na

aprendizagem serão vistos a partir deste momento.

Classificação dos distúrbios

2.1. Distúrbios de Entrada

Os distúrbios de entrada se caracterizam pelas informações chegadas ao cérebro

que podem ser através do ouvido (entrada de audição) e da visão (entrada visual). E esse

processo todo de entrada, é realizado no cérebro.

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2.1.1. Distúrbios de Percepção Visual

O distúrbio de percepção visual não se caracteriza por pessoas quem têm

dificuldades para enxergar em função de

problemas como, por exemplo, a miopia e o

astigmatismo. Nesse distúrbio, as duas

características mais presentes são:

Dificuldade em definir a posição e/ou forma do que se vê

A entrada de informação pode ser recebida com letras ao contrário ou giradas

Essas características podem fazer com que a criança confunda letras semelhantes

como o b com o d, o g com o q, o f com o v e outras variações de letras que

possuem um som parecido na hora de se dizer alguma coisa como, por exemplo, em

faca = vaca.

As crianças têm esses distúrbios detectados geralmente na fase em que estão

começando a ler, escrever e copiar letras e desenhos. Algumas das dificuldades que

elas costumam apresentar são:

Leitura (trocam as linhas na hora da leitura, pulam palavras)

Erros na avaliação de profundidade (esbarram o tempo todo nas coisas)

Não conseguem entender direita e esquerda, em cima e em baixo

Não conseguem determinar sua posição no espaço

Não conseguem participar de atividades esportivas como pegar uma bola ou

pular corda, por serem inseguras com as informações que recebem.

Essas dificuldades fazem com que a criança tenha uma limitação para fazer as

coisas, pois ela não consegue determinar a sua posição no espaço, podendo se confundir

em locais como campos abertos ou ginásios. Na hora de praticar algum esporte, por

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exemplo, ao jogar futebol, o cérebro dela vai precisar perceber a posição correta da bola

e o seu trajeto e dizer para as partes do seu corpo exatamente o que elas precisam fazer.

A má percepção de distância ou de velocidade ou a fato de seu cérebro orientar o corpo

de forma errônea, faz com que ela não alcance a bola de maneira alguma.

No momento de transmitir a informação, é encontrada uma dificuldade

consideravelmente grande, pois a criança recebe uma informação que ultrapassa o seu

objetivo ou não chega a ele, como o exemplo da bola.

2.1.2. Distúrbios de Percepção Auditiva

Assim como o distúrbio de percepção visual,

este está ligado às dificuldades da leitura. A

percepção auditiva consiste na transformação do som

para uma informação. As pessoas com distúrbio de

percepção auditiva, não conseguem fazer esta

transformação com perfeição, pois o conteúdo que é recebido no cérebro chega

distorcido, apresentando várias falhas como, por exemplo, a troca de palavras. Elas

também não têm a capacidade de processar as entradas de som tão rápido como as

outras pessoas, o que é conhecido como retardo auditivo. São características de pessoas

com distúrbio de percepção auditiva:

Dificuldades em distinguir pequenas diferenças nos sons compreendendo a

mensagem de forma incorreta. Exemplo: Confundir bala com bola.

Dificuldades com a relação figura e fundo. Exemplo: A criança está assistindo

televisão num local em que há outras pessoas conversando. Alguém, em outro

cômodo, chama a criança e começa a falar com ela. A mesma não consegue

distinguir a voz, demorando para percebê-la. Essas crianças são vistas pelos pais e

educadores como aquelas que nunca prestam atenção a nada do que lhe é dito.

Para lidar com pessoas que apresentam essas características, é preciso falar

devagar, dar as instruções separadamente para que elas consigam acompanhar as

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mesmas, entre outros cuidados. Se as falas forem realizadas de forma rápida,

provavelmente parte das informações serão perdidas.

2.1.3. Distúrbios de Integração

Esses problemas também constituem distúrbios de entrada, mas estão ligados a

outros sentidos diferentes da visão e da audição. Quando as informações chegam ao

cérebro, elas precisam ser compreendidas, o que se dá em dois momentos: a sequência e

a abstração. As pessoas podem ter esse distúrbio em uma área ou outra ou, ainda, em

ambas.

Distúrbios de Sequência

As crianças que apresentam esse distúrbio compreendem as informações

transmitidas, mas não conseguem repetir suas sequências. Veja alguns exemplos abaixo:

Uma criança pode ouvir ou ler uma história, mas, na hora de recontá-la,

pode inverter a ordem dos fatos discorrendo, primeiramente, sobre o final

e depois ir para o início da história.

Nas operações matemáticas, os problemas são entendidos, mas, as ordens

invertidas:

Exercício: 4 + 2 = ? Resposta dada pela criança: 4 + 6 = 2.

Pessoas com essas características também podem encontrar dificuldades com

jogos de tabuleiro que exijam um movimento

em sequência; ao colocar cada coisa em seu

lugar arrumando uma mesa de jantar, ou, ainda,

ao realizar a grafia de palavras, trocando a

ordem das letras. Uma criança que tem

dificuldade em dar sequência ao que é visto, tem

um distúrbio de sequência visual e outra que tenha dificuldade em dar sequência ao que

é ouvido, tem distúrbio de sequência auditiva.

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Distúrbios de Abstração

A abstração diz respeito à capacidade de dar significados às coisas. Em crianças

com distúrbios de abstração, e informação recebida é registrada e colocada na sequência

correta. Porém, não se pode fazer relações com o conhecimento adquirido e nem

significá-lo.

Exemplo: Um educador pode ler uma história sobre policiais e perguntar para a criança

se ela conhece algum policial que seja da família ou alguém com quem tenha contato.

Essa criança não tem capacidade para responder a esse questionamento, pois ela

consegue falar apenas do policial da história de forma específica e não sobre esses

profissionais de forma geral.

2.1.4. Distúrbios de Memória

Quando se recebe uma informação, além da mesma ter que ser registrada e

compreendida, ela precisa ser arquivada para que possa ser usada em outros momentos,

o que se dá através da memória. Existem dois tipos de memória: a memória a curto

prazo e a memória a longo prazo.

A memória a curto prazo se refere a guardar uma informação no momento em

que se concentra nela. Ela dura apenas minutos ou horas e faz com que seja possível

continuar as atividades ou pensamentos no presente. Um exemplo que pode ser usado é

quando alguém recebe um número de telefone. Certamente, ele poderá ser usado se a

ligação for realizada dentro de pouco tempo, mas, será esquecido se a ligação é deixada

para o dia seguinte ou depois.

Já a memória a longo prazo, refere-se ao processo em que a repetição de uma

informação faz com que ela seja gravada ou arquivada. Esta memorização faz com que

seja possível recordar-se rapidamente ao pensar nela ou levar um pouco mais de tempo,

mas, ainda assim, ter a informação na memória. Como exemplo, pode-se pensar em

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como cada um lembra o endereço de suas respectivas casas, mas encontra mais

dificuldades em lembrar o endereço de familiares ou amigos.

Crianças com distúrbios de memória, geralmente têm a sua memória de curto

prazo afetada. Esses problemas também podem atingir de forma significativa o

desempenho escolar. Muitas vezes são necessárias de 10 a 15 repetições para memorizar

algo que uma criança sem este distúrbio o faria em 3 ou 5 repetições. No entanto, essas

pessoas não possuem dificuldades na memória a longo prazo, podendo lembrar de

determinados acontecimentos nos mínimos detalhes.

2.2. Distúrbios de Saída

Assim como determinadas pessoas encontram dificuldades na forma como

recebem as informações, outras têm problemas no momento da saída de informações, ou

seja, no momento de concretização do conhecimento adquirido.

Isso é percebido quando a criança realiza ações como escrever, desenhar,

atividades motoras e outras. Quando essa dificuldade implica na escrita ou na fala, ela é

chamada de Distúrbios de Saída de Linguagem e, quando se dá na realização de

atividades musculares, é chamada de Distúrbios de Saída Motora.

2.2.1. Distúrbios de Linguagem

Os distúrbios de linguagem podem ser divididos em dois tipos: Distúrbio de

Linguagem Espontânea e Distúrbio de Linguagem de Demanda.

Distúrbio de Linguagem Espontânea

A linguagem espontânea se dá quando o indivíduo

inicia uma conversa através de um comentário, um

cumprimento ou um questionamento. Nesta forma de

comunicação, a pessoa que inicia a conversa escolhe o

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assunto que será tratado (provavelmente um do qual tenha conhecimento e facilidade

para discorrer), usa o tempo necessário para organizar seus pensamentos e encontrar as

melhores palavras para se expressar.

Porém, pessoas com distúrbio de aprendizagem espontânea, encontram

dificuldades em realizar tal tarefa, não iniciando diálogos ou, então, o fazendo de forma

inadequada.

Distúrbio de Linguagem de Demanda

Já a linguagem de demanda se dá quando alguém

iniciou uma conversa e é preciso interagir. Pessoas que

são portadoras deste distúrbio, geralmente não possuem

dificuldade com a linguagem espontânea.

Na linguagem de demanda, a outra pessoa é quem

estabelece a circunstância na qual você tem que se comunicar, de forma que não há

tempo para organizar os pensamentos e encontrar as palavras adequadas, mas, ainda

assim, é preciso responder de forma apropriada.

Pessoas com esses problemas costumam pedir para que a pergunta seja repetida,

pois, dessa maneira, conseguem mais tempo para pensar na resposta. Quando são

forçadas a dar uma resposta, o fazem de maneira confusa e é difícil acompanhá-las. Isso

pode parecer contraditório, já que este mesmo indivíduo consegue falar perfeitamente

em outros momentos como, por exemplo, quando inicia uma conversa.

Essas crianças podem ser vistas como preguiçosas pelos professores, afinal,

falam normalmente através da linguagem espontânea e, quando são questionadas, dizem

que não sabem ou simplesmente não respondem. Esse é o tipo de dificuldade que é

detectada apenas quando se conhece minimamente os distúrbios, de onde nasce a

importância de se ter profissionais capacitados para o processo de ensino-aprendizagem.

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2.2.2 Distúrbios de Atividade Motora

Os distúrbios de atividade motora podem ser divididos em dois tipos: distúrbio

de atividade motora grosseira e distúrbio de atividade motora fina.

O distúrbio de atividade motora grosseira é caracterizado pela dificuldade de

usar grandes grupos musculares. Ele faz com que a criança seja desajeitada fazendo-a

cair sobre as coisas ou enfrentar problemas para realizar atividades físicas como correr,

escalar ou nadar.

Já o distúrbio de atividade motora fina, consiste na dificuldade de realizar tarefas

que demandam que muitos músculos

trabalhem juntos. Ele é percebido quando a

criança começa a escrever. Ela apresenta uma

incapacidade de fazer com que os músculos

da mão dominante trabalhem em conjunto. A

sua velocidade de escrever não consegue

acompanhar o ritmo do seu pensamento, o que resulta em uma letra lenta e feia.

Escrever exige uma série de elementos que acabam passando despercebidos para

as pessoas que não possuem tais dificuldades como a forma, o tamanho, o espaçamento

e o posicionamento. Para crianças com distúrbios de atividade motora fina, esse

processo é muito mais complicado.

A partir desse momento serão conhecidos os principais distúrbios de linguagem

e de atividade motora, sendo que eles podem ser classificados como um e/ou outro.

Dislexia

Disgrafia

Disortografia

Afasia

Disartria

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Discalculia

Acalculia

Apraxia

Dispraxia

Gagueira

Déficit de atenção

A) Dislexia

A dislexia tem sido o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Ela reflete

na dificuldade de aprendizagem na

qual a capacidade de uma criança

para ler ou escrever está abaixo do

seu nível de inteligência. A mesma

pode ser caracterizada como uma

insuficiência para assimilar os

símbolos gráficos da linguagem.

Sua origem é congênita (nata) e

hereditária e seus sintomas podem

ser identificados logo na pré-escola em crianças que demoram para começar a falar ou

trocam os sons das letras e têm dificuldades para aprender a ler e escrever.

Ela pode ser chamada de “a mãe dos transtornos de aprendizagem” porque foi a

partir da identificação deste problema que se iniciou uma busca pelo conhecimento de

todos os outros tipos de distúrbios existentes. Com o passar do tempo, surgiu a

necessidade de estabelecer as diferenças entre os problemas na aprendizagem e, a partir

de então, eles começaram a ser subdivididos e classificados. A dislexia também foi

conhecida durante um grande período como “cegueira verbal congênita” devido às

dificuldades para ler e escrever em pessoas que possuíam visão normal.

Esse distúrbio se dá em crianças com audição, visão e inteligência normais, que

vivem em ambientes familiares saudáveis e possuem condições econômicas adequadas.

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Assim, em casos de dislexia, as causas não podem ser atribuídas a questões emocionais,

culturais ou instrucionais. Embora esses fatores tenham uma influência no desempenho

de pessoas disléxicas, eles não são determinantes.

Nos indivíduos que não possuem dislexia, a área esquerda do cérebro é a

responsável pela percepção e pela linguagem, subdividida em três partes: uma que

processa fonemas, outra que analisa as palavras e a última que reconhece as palavras.

Essas três partes trabalham em conjunto e dão capacidade para que os indivíduos

aprendam a ler e escrever. A crianças conseguem realizar essa tarefa apenas quando

reconhecem e processam fonemas, memorizando as letras e seus sons. Com o tempo e o

desenvolvimento da criança na leitura e na escrita, sua memória permanente começa a

ser construída, o que faz com que ela reconheça as palavras com mais agilidade e sem

grande esforço.

As crianças disléxicas possuem falhas nas conexões cerebrais. Elas podem

contar apenas com a região do cérebro responsável por processar fonemas e sílabas,

enquanto a área responsável pela análise de palavras, não exerce a sua função. Suas

ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e,

portanto, a criança não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A

leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser

nova e desconhecida. Para simplificar, pode-se dizer que a dislexia é causada por

alterações nas áreas do cérebro responsáveis pelos sons da linguagem e do sistema que

transforma o som em escrita.

Esse distúrbio é confundido com frequência com outros problemas de adaptação

escolar como os atrasos de desenvolvimento e a

deficiência mental ligeira, afinal, a criança

disléxica tem dificuldades em compreender o

que está escrito e de escrever o que está

pensando. Quando tenta expressar-se no papel, o

faz de maneira incorreta e o leitor não

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compreende as suas ideias. Abaixo você pode ver algumas das características mais

encontradas por crianças que têm dislexia:

Fraco desenvolvimento da atenção

Falta de capacidade para brincar com outras crianças

Atraso no desenvolvimento da fala e escrita

Atraso no desenvolvimento visual

Falta de coordenação motora

Dificuldade em aprender rimas/canções

Falta de interesse em livros impressos

Dificuldade em acompanhar histórias

Dificuldade com a memória imediata e a organização em geral

A pronúncia ou a soletração de palavras monossilábicas é uma dificuldade

evidente

Inversão de palavras de maneira parcial ou total

Exemplo: A palavra “casa” é lida como “saca”.

Inversão das letras e números

Exemplo: “p” por “b”; “3 por “5”

Alteração na ortografia em função de alterações no processo auditivo

Cometem erros na separação das palavras

Dificuldades em distinguir esquerda e direita

Alteração na sequência das letras que formam as sílabas e palavras

Dificuldades na matemática

Pobreza de vocabulário

Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)

Falhas na elaboração de orações complexas e na redação espontânea

Copiam as palavras de forma errada mesmo observando na lousa como são

escritas.

Além disso, os disléxicos também sofrem com a falta de rapidez ao ler. Sua

leitura é sem ritmo e, muitas vezes e com muito sacrifício, decodificam as palavras, mas

não conseguem compreendê-las.

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As características colocadas acima não são suficientes para se fechar um

diagnóstico a respeito da dislexia, afinal, existem outros distúrbios de aprendizagem que

também possuem elementos parecidos, no entanto, elas podem ser usadas como um

ponto a partir do qual se é levado a procurar a ajuda de profissionais especializados e

buscar formas de superação.

A dislexia é responsável por altos índices de repetência e abandono escolar. A

ausência de conhecimentos dos professores contribui para uma evasão escolar e o

agravamento dos problemas enfrentados pelas crianças. Essas são incompreendidas em

seu fracasso e não valorizadas em suas tentativas vãs para superar suas dificuldades,

desenvolvendo uma imagem negativa sobre si mesmas. A escola se torna um ambiente

que causa ansiedade e as exigências dos pais e professores acabam se revertendo em

comportamentos agressivos, inibições e outros.

As crianças disléxicas precisam olhar e ouvir atentamente, prestar atenção aos

movimentos da mão enquanto escrevem e da boca quando

falam para associar os fonemas aos seus sons e à sua escrita.

É recomendada a montagem de “manuais” de alfabetização

apropriada para pessoas com essas dificuldades. Além disso,

o sucesso escolar de um disléxico está baseado em uma

terapia multisensorial (uso de todos os sentidos), sempre

combinando atividades que motivem o uso da visão, da

audição e do tato para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente

as palavras. Abaixo estão colocadas algumas atitudes que podem ajudar essas pessoas

no processo de aprendizagem:

Usar folhas quadriculadas para matemática.

Usar letras com várias texturas.

Usar máscara para leitura de texto.

Evitar dizer que a criança é lenta, preguiçosa ou compará-la aos outros alunos da

classe.

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Não forçar a criança a ler em voz alta em classe a menos que demonstre desejo

em fazê-lo.

Suas habilidades devem ser julgadas mais em suas respostas orais do que nas

escritas.

Sempre que possível, a criança deve ser encorajada a repetir o que foi lhe dito

para fazer, isto inclui mensagens. Sua própria voz é de muita ajuda para

melhorar a memória.

Revisões devem ser frequentes e importantes.

Copiar do quadro é sempre um problema, tente evitar isso, ou dê-lhe mais tempo

para fazê-lo.

Demonstre paciência, compreensão e amizade durante todo o tempo,

principalmente quando você estiver ensinando a alunos que possam ser

considerados disléxicos.

Ensine-a quando for ler palavras longas, a separá-las com uma linha a lápis.

Dê-lhes menos dever de casa e avalie a necessidade e aproveitamento desta

tarefa.

Não risque de vermelho seus erros ou coloque lembretes como “você precisa

estudar mais para melhorar”.

Procure não dar suas notas em voz alta para toda classe, isso a humilha e a faz

infeliz.

Não a force a modificar sua escrita, ela sempre acha sua letra horrível e não

gosta de vê-la no papel. A modulação da caligrafia é um processo longo.

Use sempre uma linguagem clara e simples nas avaliações orais e

principalmente nas escritas.

Uma língua estrangeira é muito difícil para elas, faça suas avaliações sempre em

termos de trabalhos e pesquisas.

Além do apoio da escola, as crianças precisam receber apoio em casa. Os pais e

demais responsáveis devem ajudar a melhorar sua autoestima, oferecendo carinho,

sendo compreensivos e elogiando a cada acerto alcançado e encorajando a realização de

tarefas em que se saiam bem e que podem ser estimulantes. As crianças também devem

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ser ajudadas em seus trabalhos escolares e não se pode permitir que seus problemas

escolares impliquem em mau comportamento ou falta de limites.

Para diagnosticar corretamente a dislexia, deve-se procurar a ajuda de

profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas e psicopedagogos. Não

se espera encontrar todas as dificuldades numa única criança disléxica, mas a presença

de pelo menos uma delas, associada às dificuldades de ler, pode fazer supor a existência

de um quadro de dislexia. Os problemas podem ser avaliados através de um

acompanhamento adequado e direcionado às condições de cada caso.

Faz-se necessário adequar métodos e materiais que atendam o desenvolvimento

da criança, bem como o acompanhamento e a observação para que se conheça as

particularidades de cada um considerando o seu tempo e a sua construção de saberes.

Para finalizar, é importante que se fale sobre o “dom da dislexia”. Quando um

dislexo domina alguma coisa, ele a aprendeu tão bem que pode fazê-lo sem pensar sobre

o que está fazendo. Dominar algo é realmente aprender algo. Se o processo de

aprendizagem é o mesmo, então quando alguém dominou alguma coisa, esta pessoa

criou conhecimento necessário para realizar aquela atividade.

B) Disgrafia

A disgrafia também é conhecida como “letra feia” porque as crianças que

possuem esse tipo de distúrbio, apresentam uma escrita ilegível e lenta. Isso leva a um

desempenho ruim na escola mesmo em alunos que possuem inteligência normal ou

acima da média. Esse problema constitui uma deficiência na qualidade do traço gráfico,

o que se reflete através de grandes dificuldades para escrever corretamente a linguagem

falada.

A criança com disgrafia tem dificuldades em coordenar as informações visuais e

na realização motora do ato de escrever. Alguém que tem apenas dificuldades para

escrever, mas não apresenta problemas em outras atividades motoras, provavelmente

não tem este distúrbio.

22

Existem dois tipos de disgrafia: a motora e a pura. A primeira atinge a maioria das

crianças com este distúrbio e consiste na dificuldade

em escrever palavras e números corretamente. A

segunda é mais difícil de ser diagnosticada porque

aparece quando a criança sofre algum trauma

emocional e isso se reflete na sua letra. Existem

alguns sinais que podem indicar as relações entre os

problemas causados por este distúrbio e as condições emocionais da criança:

Letras pequenas demais podem indicar uma timidez excessiva.

Letras grandes demais podem indicar uma criança que necessita estar sempre no

centro das atenções.

Letras feitas com muita força, que chegam a marcar as outras páginas do

caderno, podem indicar que a criança esteja tensa.

No entanto, a disgrafia acontece também em crianças com capacidade intelectual

normal, sem qualquer transtorno neurológico, sensorial, motor ou afetivo. Elas, ainda

que tenham boas notas e facilidade de se expressar pela fala, não conseguem planejar os

movimentos para conseguir o traçado da letra. Ao observarem os conteúdos de uma

lousa ou um papel, não são capazes de reproduzir o que viram. Algumas das

características mais encontradas em crianças com este tipo de distúrbio são:

Letras ilegíveis

Traços pouco precisos ou incontrolados

Falta de pressão nos traços ou pressão muito forte a ponto de marcar o papel

Letras distantes ou extremamente juntas

Omissão de letras

Dificuldade em manter uma frase na mesma linha

Dificuldade em recordar a grafia correta para representar um determinado som

ouvido ou elaborado mentalmente

A criança escreve devagar, retocando cada letra, realizando de forma inadequada

as uniões entre as letras ou amontoando-as para esconder os erros ortográficos.

23

A ortografia pode ser verificada como uma das dificuldades da disgrafia a partir do

momento que se exige rapidez e um ritmo gráfico de uma criança que ainda não

automatizou a relação som-letra. Nesse caso, a escrita das palavras é lenta e, na maioria

das vezes, incompleta, porque o aluno tem certas dificuldades em recordar com rapidez

qual a grafia para representar determinado som.

Todos os elementos anteriormente citados podem ser resumidos em três

características básicas:

Má organização da página

Essa característica está ligada à orientação espacial, ou seja, a criança encontra

dificuldades para organizar sua escrita numa folha de papel. O texto é apresentado de

forma desordenada com margens mal feitas ou inexistentes, espaço entre palavras e

linhas irregulares.

Má organização das letras

Incapacidade de seguir as regras caligráficas. O traçado é de má qualidade e os

contornos das letras são deformados.

Formas e proporções

Refere-se ao grau de limpeza do traçado das letras, sua dimensão (muito grandes ou

minúsculas), desorganização das formas e escrita alongada ou comprimida.

A disgrafia normalmente é observada um ou dois anos depois que a criança

aprende a escrever. É comum que os professores demorem para perceber o problema,

pois eles estão mais preocupados com o desenvolvimento intelectual dos alunos do que

com o motor. Embora não se treine de forma efetiva a organização espacial das

crianças, exige-se que elas tenham uma boa escrita, o que pode ser visto como uma

problemática na educação infantil. O professor deve ficar atento às possíveis posturas

inadequadas para poder corrigi-las o mais cedo possível e, junto com um profissional

especializado, estabelecer estratégias de ajuda que favoreçam a qualidade do traçado

gráfico.

24

Uma grande parte dos professores não conhecem os distúrbios ligados à

aprendizagem e acabam julgando de forma errônea seus alunos ao dizer que eles não

são caprichosos, são preguiçosos e pouco esforçados. Por esse e outros motivos, é

preciso saber que o que diferencia uma letra sem capricho da disgrafia, é o fato de a

criança ter também outras dificuldades motoras leves como problemas na hora de

amarrar o sapato ou abotoar a camisa.

A idade mais indicada para se começar a tratar a disgrafia é a partir dos oito

anos, quando a letra começa a se firmar. Quando não tratado, o distúrbio pode trazer

problemas mais sérios na vida adulta, entre eles a dificuldade de comunicação. Em

processos seletivos como vestibulares, por exemplo, é preciso escrever textos

relativamente longos e tem-se pouco tempo disponível pra isso. Candidatos que sofrem

com a disgrafia, já se apresentam em desvantagem na concorrência.

Além da antecedência, a disgrafia precisa ser superada através de tratamentos

psicológicos e treinos motores. Sem a busca de um tratamento, a criança começa a se

sentir atrasada em relação aos outros alunos e não compreende porque não consegue se

expressar através das palavras no caderno. A finalidade dos tratamentos é fazer com que

a criança atinja o domínio do gesto e do instrumento, a percepção e compreensão da

imagem a reproduzir.

Algumas atitudes podem ser tomadas no sentido de minimizar os problemas

causados pela disgrafia. Pode-se citar como exemplo exercícios como o ombro (como

os realizados com o brinquedo “vai e vem”), para o cotovelo (como os realizados ao

jogar peteca), para os punhos e mãos (como brincar com massinhas ou argilas e pintar

com lápis de cor ou giz de cera).

Deve-se destacar ainda a importância dos esportes. Através deles é possível

trabalhar a orientação espacial e a coordenação motora da criança. Brincadeiras como

jogar vôlei, xadrez e peteca também podem ajudar na melhora da letra, já que fazem a

criança usar as mãos e planejar os movimentos.

25

Não se pode descartar o papel que pais e professores têm nesse processo. Eles

precisam estar cientes das capacidades motoras da criança e não exigir resultados que

estão acima daqueles que ela pode apresentar num dado momento. É claro que não se

pode esperar que o aluno desenvolva suas habilidades sozinho, mas sim estimular esse

desenvolvimento através de práticas motoras baseadas em crescimentos graduais que

exijam pouco a pouco mais rapidez e controle do ato motor.

O desenvolvimento do controle motor é uma característica básica para atingir a

qualidade na escrita. Afinal, o ato de escrever mobiliza uma série de segmentos do

corpo. Antes de se atingir o nível ideal de desenvolvimento motor, que permite a

realização da escrita de forma rápida, precisa, legível e sem cansaço, a coordenação

motora passa por diversos estágios. Em cada estágio um segmento do corpo realiza uma

função até chegar o momento em que se atinge o controle total do ato de escrever, que é

caracterizado pela fixação do cotovelo na mesa e a rápida movimentação dos dedos

durante a escrita.

Além disso, não se pode esquecer que, independente da presença ou ausência de

dificuldades das crianças na escrita, alguns fatores são fundamentais para qualquer

pessoa que se proponha a escrever. Deve-se tomar cuidado e orientar as crianças para

que tenham uma postura adequada na hora de sentar e pegar no lápis ou caneta e

posicionar corretamente a folha de papel ou caderno em que se pretende escrever.

Para finalizar o assunto sobre a disgrafia, é preciso citar dois assuntos que,

embora possam parecer básicos, são de extrema importância que sejam considerados: a

caracterização do início da alfabetização e as peculiaridades pessoais dos traços gráficos

ou da letra da cada um.

Quando começa a ser alfabetizada, é natural que as palavras da criança não

saiam de forma perfeita no papel, afinal, ela está apenas começando a aprender. No

entanto, se com o tempo e o treinamento em cadernos de caligrafia, a criança ainda

estiver longe de escrever corretamente, é preciso que pais e educadores comecem a

buscar as causas dessas dificuldades e procurem formas de superação.

26

Por último, não se pode esquecer também que o traçado gráfico é feito de

características pessoais e, portanto, vai adotando peculiaridades individuais ao longo do

desenvolvimento de cada um. Baseados nisso, responsáveis e professores não podem

impor nenhum modelo de letra para os alunos, mas sim respeitar o seu grafismo desde

que ele seja legível, claro e atinja o objetivo principal da escrita, que é a transmissão da

linguagem oral com o máximo de eficiência sem o desprendimento de grandes esforços.

"Dia da Consciência Negra"

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”
(Nelson Mandela)

O 20 de novembro trata da data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil.

Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja bem depois do assassinato de Zumbi. Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares.

Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.

A diversidade de formas de celebração do 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente”.

Os acadêmicos e os militantes celebram através dos instrumentos clássicos de divulgação de idéias: simpósios, palestras, congressos e encontros; ou ainda a partir de feiras de artesanatos, livros, ou outras modalidades de expressão cultural.

Grande parte da população envolvida celebra com samba, churrasco e muita cerveja", conta o historiador Andrelino Campos, da Faculdade de Formação de Professores, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

"É importante que se conquiste o "Dia Nacional da Consciência Negra" como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico".

Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".

O projeto neoliberal implantado em nosso país acirra as desigualdades, afetando, ainda mais, as parcelas menos favorecidas da população brasileira. Em pesquisa realizada pelo DIEESE (1998) são apresentadas informações que comprovam a discriminação à população negra, tomando por base as regiões metropolitanas.

No entanto, este debate não se encerra na mera inserção no mercado de trabalho. Deve ser acompanhado pelos números que registram a taxa de analfabetismo o número de anos de permanência na escola e a média de rendimentos salariais.

Na Síntese dos Indicadores Sociais - IBGE (2000) é apontado que, em 1999, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos é de 20%, enquanto entre os brancos cai para 8,3%. Quando demonstram o número de anos de permanência na escola as estatísticas não são diferentes: os pretos passam 4,5 anos, os pardos 4,6 anos e os brancos 6,7 anos. Isto demonstra que os pretos e pardos saem mais cedo da escola, o que irá refletir, diretamente na população jovem, quanto ao acesso ao nível superior e ao mercado de trabalho.

Quando empregados (as) os níveis salariais também servem para denunciar a discriminação econômica e de gênero. Conforme Sueli Carneiro e Thereza Santos, na obra " Mulher Negra" : 83,1% das mulheres negras trabalham na agricultura e na prestação de serviços (principalmente como empregadas domésticas); 60% não têm registro em carteira. Quanto à média salarial, os homens brancos recebem 6,3% salários mínimos (s.m), os negros 2,9 s.m, as mulheres brancas 3,6 s.m e a s mulheres negras 1,7 s.m Tais dados tornam-se ainda mais gritantes quando se estima que o número de mulheres chefes de família no país varia entre 20% e 25%. As condições de trabalho e salários destas mulheres refletiram diretamente no grau de pobreza dessas famílias.

O projeto do Dia Estadual da consciência negra a ser comemorado em cada dia 20 de novembro originou a Lei de n.º 12056 de 12 de janeiro de 1993, onde estabelece que o Governo e a Assembléia legislativa promoverão atividades alusivas a esta data. Ficou instituído também que as comemorações nas escolas públicas estarão relacionadas a dedicação das atividades curriculares para abordagem de temas relativos a participação do negro na história do Brasil.

Remeto-me, nesse momento, a todos aqueles que lutam, alguns chegando a dar a própria vida, em nome da liberdade, da democracia e do respeito às diferenças. Dos povos indígenas à Zumbi dos Palmares; dos negros (as) escravo (as) a Joaquim Nabuco, de Chica da Silva aos poetas Cruz e Souza, Lima Barreto; de Castro Alves à Jorge Amado; do Mestre Aleijadinho ao Geógrafo Milton Santos; de Chiquinha Gonzaga aos guerrilheiros e guerrilheiras do Araguaia. Nesta data símbolo da resistência saúdo a todos que lutam e lutaram na construção de um mundo justo e igualitário.

Para a socióloga Antonia Garcia, doutoranda do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é importante que se conquiste o "Dia Nacional da Consciência Negra" "como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico".

Referências bibliográficas:

ACDS – Associação Cultural e Desportiva Samburá
















quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Textos dos professores solidários

Sondagem: Reescrita de texto


Essa atividade recebi da minha orientadora da UFSCAR no curso que fiz para professores iniciantes (quando estava iniciando)

O cão e sua sombra



Um dia, um cachorro roubou um pedaço de carne e resolveu comê-lo sozinho em sua casa, que ficava do outro lado do rio.

Com o pedaço de carne na boca, estava atravessando o rio quando viu o reflexo de sua sombra refletida na água.

Nossa! Que belo filé! E suculento, com certeza. Pensou o cão que, na mesma hora, abocanhou o reflexo pensando ser um outro cão de verdade, e que pudesse roubar-lhe o filé.

Porém, ao morder o reflexo, deixou o seu pedaço de carne cair e a correnteza tratou de levá-lo. O cachorro até procurou, mas não encontrou.



Moral: Quanto mais se quer, menos se tem



Sondagem: Reescrita de texto



ORIENTAÇÕES PARA A SONDAGEM: REESCRITA



1 – Escolha um texto de boa qualidade literária e que seja do gênero narrativo (conto, fábula, lenda);

2 – Faça a leitura em voz alta do texto para os alunos (se necessário, leia uma segunda vez para eles, mas somente se necessário);

3 – Faça com eles o reconto: oralmente, peça que contem novamente a história lida;

4 – Em seguida peça para que, individualmente, reescrevam a história sendo o mais fiel possível à história original do autor.

Atenção: não é necessário que saibam a história de cor, mas sim que se utilizem das marcas do gênero narrativo, tempo verbal, vocabulário etc. e, principalmente, que mantenham o enredo da história. Portanto, não deixe que alterem o final ou mudem os personagens etc. É uma atividade de reescrita (escrever de novo o que alguém já escreveu) e não de escrita de autoria, onde teriam que ser criativos e “inventar” coisas.

5 – Com essa avaliação poderemos analisar como as crianças lidam com os recursos lingüísticos: gênero textual, coerência, coesão, segmentação de palavras, ortografia, paragrafação etc.



TRABALHANDO COM ANÚNCIO

Quero comprar um casa e recortei os seguinte anúncios:



VENDO CASA VILA HORTÊNCIA

3 QUARTOS, 2 SALAS, DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA.

R$ 140 MIL - TRATAR FONE: 3177-8212





VENDO CASA 2 DORMITÓRIOS

SALA, COZINHA, GARAGEM PARA 4 AUTOMÓVEIS.

R$ 130 MIL - TELEFONE: 575-9807





DINI IMÓVEIS - RUA JOSÉ TOMÉ DE SOUZA

COM SALA, COZINHA, 3 DORMITÓRIOS.

R$ 190 MIL - TELEFONE: 6909-7363



A casa que irei comprar tem 3 quartos e dependência para empregada.



1 - Em que bairro fica a casa?



2 - Qual o preço da casa?



3 - Qual o telefone para contato?

Postado por Susana às 18:13 0 comentários Links para esta postagem

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Ordenando o texto

Transcreva o texto abaixo , fazendo o uso correto da letra maiúscula.



querido diário



hoje passeamos pelo bairro com a professora renata.ela sempre tem uma novidade para nos ajudar a aprender mais.

atravessamos a avenida josé ferreira, com a ajuda do guarda luís.visitamos a loja “sonho de criança”, que vende brinquedos super legais, como a “bola cantora”.

depois fomos conhecer a feira de animais “arca de noé” e brincamos com filhotes de cães e gatos, além de vários peixinhos.

para finalizar o passeio, tomamos um delicioso lanche na padaria “perfeito pães”, do senhor joaquim.

foi um dia maravilhoso! voltamos para a escola com muitas coisas para conversar.agora vou dormir, foi um longo dia e estou cansada.

boa noite!!

aninha



Música: O Natal Existe

Quero ver você não chorar

Não olhar pra trás

Nem se arrepender do que faz



Quero ver o amor vencer

Mas se a dor nascer

Você resistir e sorrir



Se você pode ser assim

Tão enorme assim

Eu vou crer



Que o Natal existe

Que ninguém é triste

Que no mundo há sempre amor



Bom Natal um Feliz Natal

Muito amor e paz pra você

Pra você...Pra você

Postado por Susana às 18:26 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Natal

FELIZ NATAL EM VÁRIAS LINGUAS

Saudação "Feliz Natal" em várias línguas



Albanês - Gezur Krislinjden

Alemão - Frohe Weihnacht

Armênio - Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand

Bretão - Nedeleg laouen

Catalão - Bon Nadal

Coreano - Chuk Sung Tan

Espanhol - Feliz Navidad

Esperanto - Gajan Kristnaskon

Finlandês - Hyvää joulua

Francês - Joyeux Noël

Grego - Kala Christougena

Magyar - Kellemes Karácsonyt

Inglês - Merry Christmas

Italiano - Buon Natale

Japonês - Merii Kurisumasu (modificação de merry chrimas)

Mandarim - Kung His Hsin Nien

Norueguês - GOD JUL

Occitan - Buon Nadal

Polaco - Wesołych Świąt Bożego Narodzenia

Português - Feliz Natal

Romeno - Sarbatori Fericite

Russo - S prazdnikom Rozdestva Hristova

Tcheco - Klidné prožití Vánoc

servo-croata - Cestitamo Bozic

Sueco - God Jul

Ucraniano - Srozhdestvom Kristovym

Postado por Susana às 18:24 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Natal

Menino Rico Escreve à Papai Noel

(Álvaro Armando)

Papai Noel: - me perdoa,

Não sei me explicar direito

Minha letra não é boa,

De escrever não tenho jeito.

Sou apenas um menino

Igualzinho aos outros mais.

Tenho fama de granfino

Pois granfinos são meus pais.

O que eu conto é verdadeiro,

É tempo que eu desabafe:

Papai é grande banqueiro,

Mamãe joga pif-paf.



A vida deles se arrasta

Na maior monotonia:

Pois toda noite ela gasta

O que ele ganha de dia.



Dessa troca talvez sobre

Muito dinheiro, no meio.

Mas ninguém pensa no pobre

Que ser pobre é triste e feio.



Mamãe (gosto tanto dela!)

Me disse ontem: - Meu filhinho,

Não te esqueças, na janela,

De botar teu sapatinho.



Ora, eu nada mais espero

Este ano de especial

Pois mal uma coisa eu quero

Ganho mesmo sem Natal.



Logo, sem pedido algum,

Porém alegre e risonho

Em vez de botar só um

Meus sapatos todos, ponho.



E indo amanhã pelas ruas

Eu peço, Papai Noel,

Meus brinquedos distribuas

Com Zé, Pedrinho e Manoel.



Esse grupo é meu amigo.

No alto do morro é que mora

E sempre brinca comigo

Quando a Mamãe está fora.



Não te escreveram com medo.

Mas bem que tinham razão:

Como iam pedir brinquedo

Se vivem... De pé no chão.





Texto fatiado ou Texto em tiras


Objetivos:

Memorização de texto estável;

Leitura de texto e palavras.



Indicação: Utilizar após leitura do texto

Desenvolvimento:

Uma boa estratégia para memorizar a estrutura textual é recortar o texto em tiras e pedir para que as crianças em grupo ou individualmente montem o texto que está fora de ordem:



Não esqueça que o texto fonte (o texto original) deve estar preso em lugar visível para servir de fonte de consulta, sempre que as crianças precisarem.








Parlendas

UM, DOIS...

Um, dois

feijão com arroz.

Três, quatro,

feijão no prato

Cinco, seis

feijão inglês.

Sete, oito, feijão

com biscoito.

Nove, dez,

feijão com pastéis.



BAMBALALÃO

Bambalalão

Senhor capitão

Espada na cinta

Cinete na mão.



QUEM COCHICHA

Quem cochicha o rabo espicha

Come pão com lagartixa

Quem escuta o rabo encurta

Quem reclama o rabo enflama

Come pão com taturana



COM PENA

Com pena peguei a pena

Com pena para escrever,.

Com pena caiu-me a pena,

Com pena de não te ver



DOMINGO

Amanhã é domingo, pede cachimbo.

Cachimbo é de ouro, bate no touro.

O touro é valente, cai no buraco.

O buraco é fundo, acabou-se o mundo.



PAPAGAIO E PERIQUITO

Papagaio come milho,

Periquito leva a fama.

Cantam uns e choram outros,

Triste sina de quem ama.



SEMANA

Na segunda não fiz nada,

Na terça nada fiz,

Na quarta nada farei,

Na quinta, pensei tensão,

Na sexta eu passei,

E no sábado é que voltei,

No domingo fiz conta

Do que gostei.



POR DETRÁS DAQUELE MORRO

Por detrás daquele morro

Passa boi, passa boiada,

Também passa moreninha

De cabelo cacheado



LIMOEIRO

Abaixa-te, limoeiro,

Deixa eu tirar um limão

Para limpar uma nódoa

Que trago no coração.



SEU PADRE

Pelo sinal do bico real,

Comi toucinho, não me fez mal

Se mais houvesse, mais comia.

Adeus, seu padre, até outro dia.



BANANINHA

Bananinha pintadinha

Quantas pintas ela tem?

Ela tem noventa e nove

Falta uma para cem!



O SAPATO

O sapato de Pedro é preto



A ARARA

Iara amarra

A arara rara

A rara arara

De Araraquara



O PAPA

Se o papa papasse papa

Se o papa papasse pão,

O papa papava tudo,

Seria o papa papão.



PRATOS DE TRIGO

Um prato de trigo para um tigre.

Dois pratos de trigo para dois tigres.

Três pratos de trigo para três tigres.

Quatro pratos de trigo para quatro tigres.

Cinco pratos de trigo para cinco tigres.

Seis pratos de trigo para seis tigres.

Sete pratos de trigo para sete tigres.

Oito pratos de trigo para oito tigres.

Nove pratos de trigo para nove tigres.

Dez pratos de trigo para dez tigres.



A ARANHA

A aranha arranha o jarro,

o jarro arranha a aranha.



PACA

Quem a paca caro compra,

caro a paca pagará.



UM PANO DE PRATO

Um pano de prato

no prato de prata.

A FIADEIRA

A fiadeira

Fia a farda

do filho do feitor

Felício



CESTEIRO

Cesteiro que faz um cesto

Faz um cento.



O PINTO PIA

O pinto pia, a pipa pinga.

Pinga a pipa, o pio pia, pipa pinga.

Quanto mais o pinto pia, mais a pipa pinga.



SE A LIGA

Se a Liga me ligasse, eu ligava a Liga.

Mas como a liga não me liga,

Eu não ligo a Liga.



O DOCE

O doce perguntou para o doce

qual era o doce mais doce,

o doce respondeu para o doce,

que o doce mais doce

era o doce de batata doce.

Postado por Susana às 12:45 0 comentários Links para esta postagem

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Marcadores: Parlendas

Roteiro para elaboração de Projeto Político Pedagógico

1.Capa;

2.Sumário;
3.Introdução (Quem elaborou o PPP? Como foi essa elaboração?);
4.Histórico completo da escola;
5.Diagnóstico e análise qualitativa do entorno (Comunidade);

5.1– Qual o significado da Comunidade para a escola?
5.2– A escola está aberta para a Comunidade?
5.3– Qual é a relação com as outras escolas do entorno?
5.4– Qual é a relação com os outros equipamentos da Prefeitura (UBS, Centro Cultural)?

6.Gestão Democrática:
6.1– Plano de gestão da escola (expectativas, metas, plano de ação da coordenação),
6.2– Secretaria de Educação:

a) O que significa para a escola:

1ª Diretriz– Democratização do Acesso e Permanência - Educação para todos (inclusão, acesso...);

2ª Diretriz – Qualidade Social – (qualificação do ensino e dos profissionais: horário de formação, Trocas Metodológicas, Pró Letramento...);

3ª Diretriz – Gestão Democrática (eleição de gestores);

Eixos Curriculares (Dignidade e Humanismo; Cultura; Democratização da gestão; Formação de formadores; Diferentes Linguagens; Meio Ambiente; Educar / Cuidar).

b) Ações / Projetos / Núcleos

Anos anteriores: (Aconteceram na escola? Como? Foram importantes?)

Raça e Gênero;

Meu Ambiente;

Informática;

Biblioteca Interativa;

EJA OP;

Escola de Todos;

Esta escola tem história;

Outros.



Este ano:

Pró Letramento;

Pro Info;



Inter Secretarias: (tem parceria com a escola?)

- Meio Ambiente;

- Desarmamento Infantil;

- Saúde Preventiva;

- Educação no Transito;

- Valorizando a Vida;

Juventide Viva.



c) Avaliação de 2008 (o que foi feito e o que precisa ser revisto)

d) Ações propostas para 2009-2010

Comunidade Escolar:



O que significa para a escola:

Alunos(as);

Professores(as);

Funcionários(as);

Gestores da Escola;

Conselho Escolar;

Conselho Mirim.


6.3– Conselho Mirim (implantação);

7.Concepção de:

7.1- Educação;

7.2– Professor (Educação Infantil e EJA);

7.3– Aluno;

7.4–Ensino Aprendizagem:



Durante as atividades de sala de aula é papel do professor...

Refeições;

Pátio;

Parque;

Hora do Vídeo;

Hora do sono (creche);

Atividades de vida diária do aluno (escovação, tirar/colocar roupas e calçados, higienizar-se no banheiro, etc.);

Regras de convivência;

7.5– Avaliação;
7.6– Inclusão;

8.Organização geral da escola (estrutura do cotidiano);

9.Objetivos e Metas da Escola;

10.Objetivos de aprendizagem, estratégias, conteúdos e avaliação;

11.Projetos vinculados à proposta curricular;

12.Referências bibliográficas.








Relacionamento Professor E Aluno


Por: Roseli Brito

50 maneiras de mostrar aos seus alunos o quanto você se importa com eles

De acordo com uma pesquisa, apenas um a cada quatro alunos do 6o. ano ao ensino médio dizem que as suas escolas oferecem uma ambiente acolhedor. Esta constatação é surpreendente!

Como podemos inspirar os alunos a mostrar empatia uns pelos outros, se nós falhamos em mostrar isso em nós.

Na verdade, nós nos importamos muito, porém nosso foco está centrado apenas no desenvolvimento acadêmico e acabamos por ignorar os pequenos gestos que demonstram carinho.

Interessante dizer que, o menor caminho para o sucesso acadêmico de muitos alunos é através dos seus corações. Eles não se importam com quanto nós sabemos, o que eles querem saber é o quanto nós nos importamos.

Aqui vão 50 dicas que, se praticadas diariamente, garantirão o seu nome no Hall da Fama e no coração dos seus alunos:

01. Aprenda o nome dos seus alunos

02. Lembre a data de aniversário deles

03. Pergunte como eles estão e/ou como se sentem

04. Olhe nos olhos quando conversar com eles

05. Ria junto com eles

06. Diga mais SIMs

07. Seja você mesma, nada de superficialidades ou tipos

08. Repare quando eles estiverem agindo diferente

09. Compartilhe do entusiasmo deles

10. Envie uma carta ou um bilhete para eles quando estiverem ausentes

11. Repare quando eles não vierem para a escola

12. Chame-os, mesmo que seja apenas para dizer `olá`

13. Converse a respeito dos sonhos deles ou do que os afligem

14. Aprenda com eles as coisas que só eles sabem fazer

15. Esteja sempre disponível para eles

16. Apareça nos eventos que eles realizarem

17. Encontre interesses em comum com eles

18. Desculpe-se quando fizer algo errado

19. Ouça a música favorita deles, com eles

20. Acene e sorria, mesmo quando você estiver vendo-os de longe

21. Agradeça-os por tudo o que eles fizerem ou disserem

22. Deixe claro o que você gosta neles

23. Recorte figuras, artigos, separe revistas que possam interessá-los

24. Cumprimente-os por todas as coisas bacanas e corretas que eles fizerem

25. Dê-lhes sua atenção individual

26. Peça a opinião deles

27. Apresente-os para seus amigos

28. Diga-lhes o quanto você gosta de estar com eles

29. Procure conhecer os Pais e os amigos deles

30. Ajude-os a tornarem-se experts em algo

31. Demonstre entusiasmo ao vê-los

32. Conte-lhes sobre as coisas que você gosta

33. Elogie mais, critique menos

34. Peça a ajuda deles quando não souber fazer algo

35. Acredite neles

36. Comemore a individualidade deles

37. Permita que eles errem e aprendam

38. Inclua-os na conversa, jamais deixe-os de fora

39. Respeite-os

40. Seja compreensiva quando eles tiverem um dia ruim

41. Aprecie a personalidade deles, aceitando-os como eles são

42. Encoraje-os a ajudar os outros

43. Faça o que eles gostam de fazer, afinal você também é uma pessoa normal

44. Encoraje-os a pensar grande e a ter metas desafiadoras para a vida

45. Celebre quando eles começarem e finalizarem algo importante

46. Agradeça as sugestões deles

47. Pergunte por eles quando estiverem doentes ou ausentes

48. Apresente-os as pessoas de destaque que você conhece

49. Coloque-se à disposição quando eles precisarem

50. Ame-os, apesar de tudo

Professores, esses 50 comportamentos traduzem a essência do que é criar um relacionamento baseado no Amor e não na nota bimestral. Lembre-se disso na próxima aula.

Roseli Brito é Pedagoga – Psicopedagoga – Coach de Família

Ajudo as Escolas e Educadores na :

1) Implantação do Programa de Resolução de Conflitos 2) Aplicação do Programa de Gerenciamento da Sala de Aula

3) Fidelização e Captação de Alunos

==============================================================

Quer saber como acabar com a indisciplina na sala de aula?

Receba agora de presente, por email, o mini-curso ”Gerenciamento da Sala de Aula"

Acesse http://www.sosprofessor.com.br

Perfil do Autor

Roseli Brito é Pedagoga – Psicopedagoga – Coach de Família Ajudo as Escolas e Educadores na: 1) Implantação do Programa de Resolução de Conflitos 2) Aplicação do Programa de Gerenciamento da Sala de Aula 3) Fidelização e Captação de Alunos ================================================================ Quer saber como acabar com a indisciplina na sala de aula? Receba agora de presente, por email, o mini-curso “Gerenciamento da Sala de Aula”.Acesse http://www.sosprofessor.com.br/

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O que realmente devemos trabalhar no 1º ano?

Veja a resposta de algumas professoras que trabalham diretamente com o 1º ano


Resposta de Soraia M.S.

Quais são as principais atividades que realiza no 1º ano?

Na primeira semana é preciso trabalhar com a adaptação dos alunos, trabalho crachá, atividades com nome, etc.

Você alfabetiza?

Depende de como a criança chegou. Se não veio alfabetizado da ed. infantil alfabetizo


Resposta de Ivani Santoro

Sim se consegue alfabetizar o 1º ano. No trabalho Construtivista o principal é trabalhar atividades que sejam significativas. Diariamente:

1) trabalhar com os nomes dos alunos ( há vários tipos de atividades diferentes para não ficar monótono, mesmo que saibam seu nome precisar saber reconhecer o nome os colegas).

2) trabalhar a rotina do dia, escrevendo na lousa, a data, o dia da semana, e o que se vai trabalhar.

3) leitura compartilhada num momento especial, e não pra preencher espaço. Leitura feita pelo prof previamente, antecipando algumas partes, pedindo pra fazerem a leitura da imagem. Favorecendo inferências sobre o conteúdo a partir das pistas, título, ilustrações.

4) Cruzadinhas, listas com escritas espontâneas, caça-palavras.

5) uma vez por semana uma produção coletiva, pra irem se repertoriando da estrutura textual.

6) Em uma das minhas formações no ano passado, coloquei em prática uma dica que deu muito certo. Quando se tem como objetivo que eles se apropriem de um determinado gênero ao invés de iniciar lendo e mostrando a estrutura, reservar uma quantidade boa desse gênero. Distribuir entre eles e deixar que analisem o que estão vendo. Por ex. poesias, ir levantando com eles, vai até o fim da linha? Ajude-os a perceberem as estrofes, as rimas. Dessa forma o professor não deu essas informações mas eles foram desafiados a perceberem do gênero. Esse trabalho pode durar umas duas semanas.

7) se há alunos que não sabem as letras do alfabeto, deve-se trabalhá-lhas diariamente. Bingos, inicial e final de nomes. Brincadeiras ( jogos) que favoreçam essa aquisição, que no caso da alfabetização é imprescindível.

8) Trabalho as outras disciplinas, ciências, história e geografia com o olhar de alfabetização.



Resposta da Aline



Olá, bem,depende muito da turma ( ou da Criança, com quais conhecimentos ela saiu da Educação Infantil/ J III), pois trabalhei 3 a seguidos com o 1° a e foram experiências muito diferentes.



Geralmente iniciava trabalhando coordenação, nomes,tipo de letra: bastão, cursiva...) Onde trabalho, o 1º ano (CA) precisa estar lendo e escrevendo no final do ano letivo, eles vem com "noções", mas a leitura e escrita é cobrada da profª do 1º ano



Reposta da Vanda Papa



No 1ºano (antigo Pré) trabalha-se todas as letras do alfabeto, enfatizando a fonética e construção das palavras. Uso o método fônico, onde para cada letra tem um significado importante para a construção fonética.



Tudo é feito de maneira bem lúdica e criativa, as crianças participam pois é feito um teatro, "casinha feliz", cada letra do alfabeto representa um personagem. No final do ano eles dominam a leitura e escrita com autonomia.



Quanto a escrita , bastão ou cursiva, não nos preocupamos, priorizamos a compreensão fonética, nessa construção usamos letra bastão, depois de alcançar o objetivo da leitura e escrita fica mais confortável e fácil para exercitar a letra cursiva. Se quiser trocar cartas com os meus alunos do 1º ano (um projeto que desenvolvo há tempos).





Maria Aparecida A. Leão



Olá amiga, é uma honra pra mim responder algumas das tuas perguntas. trabalho a 18 anos com essa turma e adoooooooooooro, principalmente quando vemos o resultado do nosso trabalho mostrado nos bilhetinhos e cartinhas que recebemos. Não posso te dizer como fazer, pois sabemos que cada professor tem o seu jeito e a sua metodologia e isso contribui para que as crianças aprendam. As vezes dá certo no tradicional e as vezes temos que seguir o novo. Eu mesma sempre trabalho de forma contextualizada e começo sempre apartir do nome, que é uma maravilha e você pode trabalhar todo o alfabeto. Não me preocupo no inicio com vogais ou consoantes, procuro trabalhar todas as letras sem esse detalhe. No péríodo mais avançado ou seja, quatro meses depois é que inicio a ordem alfabética, não com letras isoladas, mas a partir de tema gerador e campo semantico. exemplo se trabalho uma literatura como a branca de neve, aproveito os nomes dos sete anões para que as crianças identifiquem letras iniciais, finais, vogais consonates, colocarem em ordem alfabética, faço bingo sorteando letras e assim por diante.



A minha preocupação no ano letivo é ensinar a escrever com letra cursiva e preparo fichas com os 4 tipos de letras e tem trazido ótimo resultado pois com um mês eles já conseguem diferenciar letra bastão de letra cursiva, já dominam a linha e paragráfo do caderno. nas atividades coloco para reescreverem palavras com letra cursiva observando a ficha no qual cada uma tem a sua.



Não sei se a escola que você trabalha é pública, a que trabalho é. Portanto, exige de nós muita calma e paciência, pois as crianças que chegam ao primeiro ano precisam a se adptar com muitas coisas, leitura, escrita, oralidade e muitas delas entram sem nunca ter frequentado a escola. por isso aconselho a você que nas primeiras semanas não avance muito. Com o nome da criança você pode trabalhar o suficiente.



Trabalhar com turmas de primeiro ano antiga alfabetização dá muito trabalho, pois você tem que ter vários recursos, o alfabeto móvel também ajuda bastante, montar jogos, conversar em rodinha, trabalhar com música também . São vários os recursos, a partir do nome deles você já pode fazer um diagnóstico pra saber que letras conhecem, número de letras e assim por diante.






A vingança da caveira

Uma noite, voltando com amigos do bar onde andaram tomando uns goles a mais, Zé Pedro parou na entrada do pequeno cemitério da cidade.

- Cruz-credo, Zé Pedro! Por que parou aí? Idéia de jerico! – disse um.

- Vam’ bora, homem! Que mau gosto, parar na porta do cemitério numa hora desta!

- Vocês são é covardes – disse Zé Pedro. – Desafio qualquer um a ir lá dentro comigo, bater papo com algum defunto solitário!

Cê é besta, sô? Vam’ bora, gente! Larga o Zé Pedro aí, que o doido é ele!

Saíram todos em disparada. Zé Pedro, embriagado, não se importou. Estava decidido a ir lá dentro, e foi o que fez. Entrou cambaleando no cemitério, cantando alto:

Eram duas caveiras que se amavam,

e à meia-noite se encontravam.

pelo cemitério os dois passeavam,

e juras de amor então trocavam.

Sentados os dois em cima da laje fria,

a caveira, apaixonada, assim dizia:

que pelo caveiro de amor morria,

e ele, de amores por ela vivia...

Zé Pedro não se assustou quando um fantasma, levantando-se do túmulo, encarou-o:

- O que você vem fazer aqui, estranho? – quis saber a voz do Além.

- Vim fazer uma visita e convidar o amigo pra jantar – Zé Pedro respondeu, atrevido. – Espero Vossa Fantasmagoria amanhã, em minha casa...

E se dobrou de rir da cara do fantasma.

Dia seguinte, Zé Pedro acordou tarde. Lembrava-se vagamente da visita ao cemitério, mas não sabia o que acontecera lá, nem como voltara pra casa.

• Que me importa? O que vale é que estou aqui, pronto pra outra.

Passou o dia de ressaca, o que não o impediu de dar boas risadas à

custa de alguns vizinhos.

À noite, Zé Pedro e sua família se sentaram para jantar. Iam começar a comer quando bateram à porta.

Sonia Junqueira