domingo, 27 de fevereiro de 2011

NOMES PRÓPRIOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL



Introdução

Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe.

Objetivos



Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens:

- Diferenciar letras e desenhos;

- Diferenciar letras e números;

- Diferenciar letras, umas das outras;

- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;

- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;

- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;

- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;

- O nome das letras;

- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);

- Habilidades grafo-motoras;

- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.



O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...

É preciso considerar:



• Os conhecimentos prévios das crianças.

• O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.

• As características concretas do grupo.

• As diferenças individuais.

Conteúdos



Leitura e escrita de nomes próprios

idade:0 a 3 anos

Tempo estimado:Um mês


Materiais necessários:

- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos

- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)

- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3

Organização da sala

Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:

- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.

- Identificação do próprio nome: individual.

- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.

Desenvolvimento das atividades



1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes). Lista de chamada da classe. Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc.



2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.



3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.



4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc



5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.

Objetivos

Ao final das atividades, a criança deve:



- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.

- Identificar a escrita do próprio nome.

- Escrever com e sem modelo o próprio nome.

- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.

- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.

- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.


Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes.


Situação 1- Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.

Situação 2 - Construindo um crachá. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente.

Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?



Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.

Identificação do próprio nome



Dê para cada criança um cartão com o nome dela.

- Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para a criança identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.

- Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.

- Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas).

- Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe



Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.



Cada criança poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.

Atividade 1- Ditado

Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.

Atividade 2 - Fazendo a chamada

Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.

Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos

Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.



Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.

Avaliação

É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.



Sugerimos uma planilha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos:



1. Nome da criança

2. Escreve sem modelo?

3. Usa grafias convencionais?

4. Utiliza a ordem das letras?

5. Conhece os nomes das letras?

6. Reconhece outros nomes da classe?

7. Escreve outros nomes sem modelo?

8. Utiliza as letras convencio-nais na escrita dos nomes?

9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?



Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.

Atividades complementares



- Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)

- Análise de fotos antigas e atuais da criança.

- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.



FONTE: http://homolog.novaescola.abril.com.br





http://sillovinho.blogspot.com/2011/02/nomes-proprios-educacao-infantil.html

SIGNIFICADO DOS NOMES


BIANCA

Qual a origem do nome Bianca: ITALIANO

Qual o significado do nome Bianca: ALVA, CLARA.



CAMILA

Qual a origem do nome Camila: LATIM

Qual o significado do nome Camila: JOVEM CRIADA, ATENDENTE DE CERIMONIAL.



DIOGO

Qual a origem do nome Diogo: LATIM

Qual o significado do nome Diogo: "DIDACUS". O CONSELHEIRO.



EDUARDO

Qual a origem do nome Eduardo: ANGLO-SAXÂO

Qual o significado do nome Eduardo: PRÓSPERO GUARDIÃO.



EMILLY

Qual a origem do nome Emilly: GÓTICO

Qual o significado do nome Emilly: DAS INDÚSTRIAS.



Qual a origem do nome Emili: FRANCÊS

Qual o significado do nome Emili: FORMA FRANCESA PARA EMELINE.









EVHELLYN BEATRIZ

Qual a origem do nome Evelin: MITOLÓGICO

Qual o significado do nome Evelin: PÁSSARO DE GRANDE ESTIRPE.



Qual a origem do nome Beatriz: LATIM

Qual o significado do nome Beatriz: AQUELA QUE FAZ OS OUTROS FELIZES.





GABRIEL

Qual a origem do nome Gabriel: BÍBLICO

Qual o significado do nome Gabriel: "DEUS ENVIOU" ERA O NOME DO ANJO MENSAGEIRO DE DEUS À VIRGEM MARIA.



GEOVANA

Qual a origem do nome Geovana: ITALIANO

Qual o significado do nome Geovana: FORMA FEMININA E ITALIANA DE JOÃO



GUSTAVO NICOLAU

Qual a origem do nome Gustavo: SUECO

Qual o significado do nome Gustavo: BASTÃO DE COMBATE.



Qual a origem do nome Nicolau: LATIM

Qual o significado do nome Nicolau: VARIANTE LATINIZADA DE NÍCOLAS.







GUSTAVO OLIVEIRA

Qual a origem do nome Gustavo: SUECO

Qual o significado do nome Gustavo: BASTÃO DE COMBATE



GUSTAVO RYAN

Qual a origem do nome Gustavo: SUECO

Qual o significado do nome Gustavo: BASTÃO DE COMBATE

Qual a origem do nome Ryan: IRLANDÊS

Qual o significado do nome Ryan: PEQUENO REI.



GUILHERME

Qual a origem do nome Guilherme: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Guilherme: PROTETOR.



HELOÍSA

Qual a origem do nome Heloisa: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Heloisa: LUTADORA.



ISABELLA

Qual a origem do nome Isabela: LATIM

Qual o significado do nome Isabela: FORMA LATINIZADA DE ISABEL.



JULIA

Qual a origem do nome Julia: LATIM

Qual o significado do nome Julia: CHEIA DE ENERGIA.



LAIS

Qual a origem do nome Lais: BÍBLICO

Qual o significado do nome Lais: "A QUE TEM POPULARIDADE". DENOMINAÇÃO DE UMA ANTIGA CIDADE LONGÍNQUA, PERTO DO RIO JORDÃO.



LUIZ FELIPE

Qual a origem do nome Luiz: LATIM

Qual o significado do nome Luiz: LUTADOR.



Qual a origem do nome Felipe: GREGO

Qual o significado do nome Felipe: O QUE GOSTA DE CAVALOS.



MARCIO GABRIEL

Qual a origem do nome Marcio: LATIM

Qual o significado do nome Marcio: "NOME QUE SE ENVOCA JÚPITER".



Qual a origem do nome Gabriel: BÍBLICO

Qual o significado do nome Gabriel: "DEUS ENVIOU" ERA O NOME DO ANJO MENSAGEIRO DE DEUS À VIRGEM MARIA.

















MARIA EDUARDA

Qual a origem do nome Maria: BÍBLICO

Qual o significado do nome Maria: "MULHER QUE OCUPA O PRIMEIRO LUGAR". NOME DA PROGENITORA DE JESUS, ENTRE OUTRAS VÁRIAS MULHERES DE GRANDE VALOR SANTÍFICO.



Qual a origem do nome Eduarda: ANGLO-SAXÂO

Qual o significado do nome Eduarda: FEMININO DE EDUARDO, PRÓSPERO GRARDIÃO.





MATHEUS

Qual a origem do nome Matheus: HEBRAICO

Qual a origem do nome Mateus: BÍBLICO

Qual o significado do nome Mateus: "OFERTA DE DEUS". FOI APÓSTOLO DE JESUS, DEPOIS DE TER SIDO EM JERUSALÉM COLETOR DE IMPOSTOS.

Qual o significado do nome Matheus: VARIANTE DE MATEUS.





MAYANA

Qual a origem do nome Mayana: GREGO

Qual o significado do nome Mayana: DIVINDADE DA MATA.



MAYK

Qual a origem do nome Mayk ESLAVO

Qual o significado do nome Mayk: VARIANTE ESLAVA DE MARIA.





NATHAN

Qual a origem do nome Nathan: HEBRAICO

Qual o significado do nome Nathan: PRESENTE DE DEUS.



NATALIA

Qual a origem do nome Natalia: LATIM

Qual o significado do nome Natalia: DIA DO NASCIMENTO.





NICOLLAS

Qual a origem do nome Nicolas: GREGO

Qual o significado do nome Nicolas: O VENCEDOR DO POVO.



PAULO CÉSAR

Qual a origem do nome Paulo: BÍBLICO

Qual o significado do nome Paulo: "DE ESTATURA BAIXA". FOI CONVERTIDO AO CRISTIANISMO E ANTES CHAMAVA-SE SAULO.



Qual a origem do nome Cesar: LATIM

Qual o significado do nome Cesar: DE CABELEIRA LONGA. CONSAGRADO PELO USO COMO IMPERADOR DEPOIS DE AUGUSTUS CAESAR.





RAYANNI FERNANDA

Qual a origem do nome Rayani: HINDU

Qual o significado do nome Rayani: PRIMEIRO RAIO DE SOL



Qual a origem do nome Fernanda: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Fernanda: OUSADA.



REBECA

Qual a origem do nome Rebeca: BÍBLICO

Qual o significado do nome Rebeca: PROGENITORA DE JACÓ.



RENAN FELIPE

Qual a origem do nome Renan: FRANCÊS

Qual o significado do nome Renan: FOCA.

Qual a origem do nome Felipe: GREGO

Qual o significado do nome Felipe: O QUE GOSTA DE CAVALOS.



R ENATHA

Qual a origem do nome Renata: LATIM

Qual o significado do nome Renata: RENASCIDA.



SAMUEL

Qual a origem do nome Samuel: HEBRAICO

Qual o significado do nome Samuel: FOI CHAMADO PELO SENHOR.



VIVIAN YOHANA

Qual a origem do nome Vivian: INGLÊS

Qual o significado do nome Vivian: MANEIRA DE ESCREVER VIVIANE.

Qual a origem do nome Viviane: FRANCÊS

Qual o significado do nome Viviane: VIVAZ.









ABNER VINICIOS



Qual a origem do nome Abner: HEBRAICO

Qual o significado do nome Abner: PAI DA LUZ, DA SABEDORIA.

Qual a origem do nome Vinicios: LATIM

Qual o significado do nome Vinicios: QUE TEM VOZ AGRADÁVEL.



AMANDA

Qual a origem do nome Amanda: LATIM

Qual o significado do nome Amanda: DIGNA DE SER AMADA.





CAUÊ

Qual a origem do nome Cauê: TUPI

Qual o significado do nome Cauê: HOMEM BONDOSO QUE AGE COM INTELIGÊNCIA.





CRISTOPHER

Qual a origem do nome Cristopher: INGLES

Qual o significado do nome Cristopher: VARIANTE DE CRISTOVÃO, O PORTADOR DE CRISTO.





DYLAN



Qual a origem do nome Dylan: INGLÊS

Qual o significado do nome Dylan: AQUELE QUE VEIO DO MAR.

















GABRIEL



Qual a origem do nome Gabriel: BÍBLICO

Qual o significado do nome Gabriel: "DEUS ENVIOU" ERA O NOME DO ANJO MENSAGEIRO DE DEUS À VIRGEM MARIA



GEOVANNA



Qual a origem do nome Geovana: ITALIANO

Qual o significado do nome Geovana: FORMA FEMININA E ITALIANA DE JOÃO





GUILHERME



Qual a origem do nome Guilherme: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Guilherme: PROTETOR.



IARLEY



Qual a origem do nome Iarley: INDÍGENA

Qual o significado do nome Iarley: PRADOS VERDES.



JOÃO CARLOS



Qual a origem do nome Joao: BÍBLICO

Qual o significado do nome Joao: "DEUS É BONDOSO". FORAM VÁRIOS OS PERSONAGENS BÍBLICOS COM ESTE NOME.

Qual a origem do nome Carlos: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Carlos: FAZENDEIRO; LAVRADOR.











KAUAN

Qual a origem do nome Kauan: TUPI

Qual o significado do nome Kauan: GAVIÃO.



LUCAS MESSIAS

Qual a origem do nome Lucas: LATIM

Qual o significado do nome Lucas: LUMINOSO, BRILHANTE.

Qual a origem do nome Messias: BÍBLICO

Qual o significado do nome Messias: "QUE RECEBEU A UNÇÃO". VÁRIOS FORAM OS PERSONAGENS BÍBLICOS A QUEM FOI DESIGNADO ESTE NOME.



MANUELA



Qual a origem do nome Manuela: HEBRAICO

Qual o significado do nome Manuela: ADAPTADO DE EMANUEL.

Qual o significado do nome Emanuel: DEUS ESTÁ NO CORAÇÃO DOS HOMENS PUROS.



MICHAELLY

Qual a origem do nome Michaelly: ITALIANO

Qual o significado do nome Michaelly: VARIANTE FEMININA DE MICAEL.

Qual o significado do nome Micael: "IGUAL A DEUS".



MILEIDE

Qual a origem do nome Mileide: LATIM

Qual o significado do nome Mileide: AMOROSA, CARINHOSA.







THAIS

Qual a origem do nome Thais: GREGO

Qual o significado do nome Thais: A QUE SE ADMIRA, SE COMPLETA.



THIFFANI

Muita compaixão e amor para dar, é capaz de passar a vida fazendo o bem pelas pessoas, chega até a se esquecer que também é uma pessoa que pode precisar de receber ajuda e amor. Muito cuidado, ao agir assim, pode tornar-se um mártir, a aura de santidade é algo que já possui. Em algumas situações não consegue perdoar ou esquecer o mal que lhe fizeram, mas isso é o mínimo de que pode se valer para defender-se.



STHÉFANI

Qual a origem do nome Sthefani: INGLÊS

Qual ELIZABETo significado do nome Sthefani: COROADA DE LOUROS, VITORIOSA.



VINICIUS

Qual a origem do nome Vinicius: LATIM

Qual o significado do nome Vinicius: QUE TEM VOZ AGRADÁVEL.



VICTOR

Qual a origem do nome Victor: LATIM

Qual o significado do nome Victor: VITÓRIA CERTA.



ARTHUR

Qual a origem do nome Arthur: CELTA

Qual o significado do nome Arthur: NOBRE, GENEROSO.







HENRIQUE

Qual a origem do nome Henrique: TEUTÔNIO

Qual o significado do nome Henrique: PRINCIPE PODEROSO



MARCOS AURÉLIO

Qual a origem do nome Marcos: LATIM / BIBLICO

Qual o significado do nome Marcos: O GRANDE ORADOR. "SERVIDOR DE MARTE". FOI UM DOS EVANGELISTAS.

Qual a origem do nome Aurelio: LATIM

Qual o significado do nome Aurelio: DOURADO.



ELISABETE

Qual a origem do nome Elizabete: HEBRAICO

Qual o significado do nome Elizabete: CONSAGRADA A DEUS.



LAÉRCIO

Qual a origem do nome Laercio: LATIM

Qual o significado do nome Laercio: NATURAL DA CIDADE DE LAERTE, NA SICÍLIA.



DOUGLAS

Qual a origem do nome Douglas: ESCOCÊS

Qual o significado do nome Douglas: VINDO DA ÁGUA ESCURA OU PRETA.









LEONARDO

Qual a origem do nome Leonardo: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Leonardo: BRAVO COMO UM LEÃO.



ADRIANA

Qual a origem do nome Adriana: LATIM

Qual o significado do nome Adriana: DA REGIÃO DO MAR ADRIÁTICO, PESSOA MORENA.



PAULA

Qual a origem do nome Paula: LATIM

Qual o significado do nome Paula: PEQUENINA, DELICADA.



EDILMA

Qual a origem do nome Edilma: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Edilma: ILUSTRE POR SUAS RIQUEZAS.



ELIANA

Qual a origem do nome Eliana: GREGO

Qual o significado do nome Eliana: VARIANTE DE ELIANE.

Qual o significado do nome Eliane: SOL, DE BELEZA RESPLANDECENTE.



LUCIENE

Qual a origem do nome Luciene: LATIM

Qual o significado do nome Luciene: JUNÇÃO DOS NOMES LÚCIA E ANA.





ARLETE

Qual a origem do nome Arlete: GERMÂNICO

Qual o significado do nome Arlete: RAINHA.



ALINE

Qual a origem do nome Aline: GAULÊS

Qual o significado do nome Aline: DE LINHAGEM NOBRE. GRACIOSA ELEGANTE.



SANDRA

Qual a origem do nome Sandra: GREGO

Qual o significado do nome Sandra: MULHER QUE AJUDA A HUMANIDADE.



ROSILENE

Qual a origem do nome Roselene: INGLÊS

Qual o significado do nome Roselene: VARIANTE DE ROSE.

Qual a origem do nome Rose: FRANCÊS

Qual o significado do nome Rose: MANEIRA DE ESCREVER ROSA.





CACILDA

Qual a origem do nome Cacilda: TEUTÔNICO

Qual o significado do nome Cacilda: LANÇA DE COMBATE.



MARIA

Qual a origem do nome Maria: BÍBLICO

Qual o significado do nome Maria: "MULHER QUE OCUPA O PRIMEIRO LUGAR". NOME DA PROGENITORA DE JESUS, ENTRE OUTRAS VÁRIAS MULHERES DE GRANDE VALOR SANTÍFICO.



FRANCISCA

Qual a origem do nome Maria: BÍBLICO

Qual o significado do nome Maria: "MULHER QUE OCUPA O PRIMEIRO LUGAR". NOME DA PROGENITORA DE JESUS, ENTRE OUTRAS VÁRIAS MULHERES DE GRANDE VALOR SANTÍFICO.

Qual a origem do nome Francisca: FRANCÊS

Qual o significado do nome Francisca: VARIANTE FRANCESA PARA FRANCIS.



DANIELA

Qual a origem do nome Daniela: HEBRAICO

Qual o significado do nome Daniela: FEMININO DE DANIEL.

Qual o significado do nome Daniel: DEUS É MEU JUIZ.



SEBASTIÃO

Qual a origem do nome Sebastiao: GREGO

Qual o significado do nome Sebastiao: SAGRADO, REVERENCIADO.



MARCIA

Qual a origem do nome Marcia: LATIM

Qual o significado do nome Marcia: NOME QUE SE INVOCA JÚPITER.



ELOÍNA

Qual a origem do nome Eloina: LATIM

Qual o significado do nome Eloina: PROCEDENTE DE ELOI.

Qual a origem do nome Eloi: GERMÂNICO

Qual o significado do nome Eloi: O REI.





ANDRÉIA

Qual a origem do nome Andreia: GREGO

Qual o significado do nome Andreia: MULHER DE PODER. TAMBÉM PODE SER UTILIZADO NA FORMA MASCULINA.



ALAN



Qual a origem do nome Alan: CELTA

Qual o significado do nome Alan: GRACIOSO, AMÁVEL.



VERA

Qual a origem do nome Vera: LATIM

Qual o significado do nome Vera: VERDADEIRA.



AVANIR

Qual a origem do nome Avanir: INDÍGENA

Qual o significado do nome Avanir: DA MITOLOGIA GUARANI.



ANA

Qual a origem do nome Ana: HEBRAICO

Qual o significado do nome Ana: CHEIA DE GRAÇA.



CLÁUDIA

Qual a origem do nome Claudia: LATIM

Qual o significado do nome Claudia: FEMININO DE CLÁUDIO.

Qual o significado do nome Claudio: COXO, MANCO.







GABRIELA



Qual a origem do nome Gabriela: HEBRAICO

Qual o significado do nome Gabriela: ENVIADA DE DEUS.



SAMILA

Qual a origem do nome Samila: ÀRABE

Qual o significado do nome Samila: PODEROSA, SUBLIME.



FONTE: http://www.significado.origem.nom.br/nomes



domingo, 13 de fevereiro de 2011

Origem do calendário

FIZ UMA PESQUISA JUNTO COM MEUS ALUNOS DO    3º ANO QUE FOI MUITO INTERESSANTE.
Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa atender, principalmente, às necessidades civis e religiosas de uma cultura. A palavra deriva do latim calendarium ou livro de registro, que por sua vez derivou de calendae, que indicava o primeiro dia de um mês romano. As unidades principais de agrupamento são o mês e o ano.

A unidade básica para a contagem do tempo é o dia, que corresponde ao período de tempo entre dois eventos equivalentes sucessivos: por exemplo, o intervalo de tempo entre duas ocorrências do nascer do Sol, que corresponde, em média (dia solar médio), a 24 horas.

O ano solar é o período de tempo decorrido para completar um ciclo de estações (primavera, verão, outono e inverno). O ano solar médio tem a duração de aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos (365,2422 dias). Também é conhecido como ano trópico. A cada quatro anos, as horas extra acumuladas são reunidas no dia 29 de Fevereiro, formando o ano bissexto, ou seja, o ano com 366 dias.

Os calendários antigos baseavam-se em meses lunares (calendários lunares) ou no ano solar (calendário solar) para contagem do tempo.

Antes de Júlio César criar, com a ajuda do astrônomo Sosígenes, o calendário dito juliano, os romanos tinham meses lunares, que começavam em cada lua nova. No primeiro dia da lua nova, chamado dia das calendas (“calendae”), um dos pontífices convocava o povo no Capitólio para informar as celebrações religiosas daquele mês. O pontífice mencionava um por um os dias que transcorreriam até as nonas, repetindo em voz alta a palavra “calo”, eu chamo.

A partir do calendário juliano, que não era lunar, as nonas foram o quinto dia nos meses de trinta dias e o sétimo nos meses de trinta e um. De “calendae”, os romanos criaram o adjetivo “calendarius”, relativo às calendas, e o substantivo “calendarium”, com o qual designavam o livro de contas diárias e, mais tarde, o registro de todos os dias do ano.

A todo momento fazemos contagem do tempo sem nos darmos conta das dificuldades que surgiram para sua padronização e sua adequação. Mas qual teria sido a origem dos nossos dias, como os conhecemos hoje? Muitas perguntas surgem. Por que o ano tem 12 meses e a semana sete dias? Por que o ano começa em 1º de janeiro? Por que alguns anos são bissextos e outros não? Por que os meses e dias da semana têm esses nomes? A relação entre o calendário e a Astronomia é direta. Cedo, o homem sentiu necessidade de dividir o tempo para comemorar suas festas religiosas e, principalmente, para saber a época de suas atividades agrícolas e comerciais. Os primeiros povos tinham dois sistemas básicos para contagem de longos períodos de tempo que eram baseados nos movimentos do Sol e da Lua. No caso do Sol, geralmente toma-se como referência o ano trópico, cujo intervalo de tempo entre dois solstícios de verão consecutivos, hoje sabemos, é 365 dias. Já os calendários lunares são baseados no período de 12 lunações, ou seja, 354 dias. Uma lunação é o intervalo entre duas luas novas consecutivas e dura 29,5 dias. Por algum tempo utilizou-se exclusivamente o calendário lunar. Como para ocorrerem 12 lunações são necessários 354 dias, faltavam, ainda, cerca de dez dias para o Sol ocupar a mesma posição . Conseqüentemente, as estações do ano iriam ocorrer, pelo calendário lunar, a cada ano, cerca de dez dias mais cedo. Imagine o transtorno que isso traria aos povos que dependiam diretamente dos fenômenos sazonais (plantio, caça, pesca, etc.)! Ainda assim, alguns povos utilizam até hoje o calendário exclusivamente lunar, como os árabes. Já os judeus utilizam um calendário lunissolar. O mundo ocidental usa o calendário solar, embora ainda guarde alguns resquícios do antigo calendário lunar, como os 12 meses, originários das 12 lunações.

Os Primeiros Calendários Romanos

Calendário de Rômulo

Este calendário, criado por Rômulo (753-717 a.C.), tinha 304 dias divididos em dez meses, cada mês variando entre 16 e 36 dias. Posteriormente, o número de dias de cada mês teria 30 ou 31 dias, compreendendo dez meses lunares, sendo que o ano deveria sempre se iniciar no equinócio da primavera. Ora, como o ano trópico tem 365,2422 dias, eles deveriam ter algum sistema para corrigir o déficit de 61 dias, mas não sabemos qual era esse processo. Mesmo que houvesse algum método engenhoso, sabe-se que este calendário teve pouca duração, pois os meses flutuavam pelas estações do ano. Os nomes dos meses foram provavelmente o único legado deste calendário:

1º Martius (31 dias) 6º Sextilis (30 dias)

2º Aprilis (30 dias) 7º September (31 dias)

3º Maius (31 dias) 8º October (31 dias)

4º Junius (30 dias) 9º November (31 dias)

5º Quintilis (31 dias) 10º December (30 dias)

Calendário de Numa Pompilo

Na época do imperador Numa Pompilo (717-673 a.C.), sucessor de Rômulo, foram feitas algumas modificações no calendário. Os romanos daquela época eram extremamente supersticiosos e consideravam números pares como fatídicos. Então aboliram os meses de 30 dias, que passaram a ter 31 ou 29 dias. Além disso, aumentou-se para 12 o número de meses, sendo introduzidos Januarius (29 dias), em homenagem a Jano, deus com duas caras, e Februarius (28 dias), deus dos infernos e das purificações. Esses meses eram, respectivamente, o décimo primeiro e o décimo segundo do ano, permanecendo o início em Martius.

Calendário Juliano

O imperador Júlio César (100-44 a.C.) tomou para si a tarefa de reordenar o

calendário, chamando para isso o astrônomo Sosígenes. Dentre as modificações introduzidas temos: 1- O ano se iniciaria em Januarius, e não mais em Martius. Para isso ele fez com que calendas januaris (1º de janeiro) coincidisse com a primeira Lua nova depois do solstício de inverno. Júlio César atendeu, assim, a antigas crenças dos calendários solar e lunar. 2- O ano teria 365 dias, sendo que de quatro em quatro anos haveria um dia excedente em Februarius:.

Calendas, Nonas e Idos

Na Roma antiga os meses eram divididos em três partes, denominadas: calendas, nonas e idos. Estas eram ainda contadas de trás para frente, e assim 2 de janeiro era antediem IV nonas januarii; 10 de março era antediem VI idus martii; e o primeiro dia do mês era simplesmente Kalendae, daí o nome calendário. Quando o calendário romano era exclusivamente lunar, o primeiro dia das calendas (e dos meses) fazia-se coincidir com a Lua nova, as nonas na Lua crescente e os idos na Lua cheia. Depois abandonou-se o sistema de contagem baseado nas fases da Lua e os dias passaram a ser predeterminados. As calendas passaram a corresponder ao primeiro dia do mês, já as nonas e os idos aos dias 7 e 15 nos meses de março, maio, julho e outubro, e aos dias 5 e 13 nos outros meses.

A Semana

São necessários sete dias, aproximadamente, para a Lua ir de uma fase a outra, e parece que esse foi o motivo para a semana ter sete dias. Esta divisão era, ainda na Antigüidade, quase universal. Na Roma antiga era chamada "Septmana" - sete manhãs. Os babilônios talvez tenham sido os primeiros a utilizá-la. Eles deram como nomes desses dias os mesmos dos planetas que conheciam (os cinco planetas visíveis a olho nu que conhecemos hoje, acrescidos do Sol e da Lua). Esta prática, muito antiga, já era usada pelos babilônios. Foi adotada pelos romanos e outros povos europeus influenciados por estes.

Latim                   Espanhol*      Francês*

Solis dies            Domingo      Dimanche

Lunae dies             Lúnes             Lundi

Martis dies           Martes             Mardi

Mercurie dies     Miercoles            Mercredi

Jovis dies              Juéves              Jeudi

Veneris dies        Viernes         Vendredi

Saturni dies         Sábado           Samedi

Inglês                    Alemão

Sunday                Sonntag

Monday               Montag

Tuesday              Dienstag

Wednesday           Mittwoch

Thursday          Donnerstag

Friday                 Freitag

Saturday               Samstag



* Em espanhol e em francês foi alterada a nomenclatura do domingo e do sábado; a justificativa é a mesma da língua portuguesa (ver adiante).

** Na língua saxã, Tiw, Wonden, Thor e Friga representam os deuses correspondentes na mitologia nórdica a Marte, Mercúrio, Júpiter e Vênus. Esta língua influenciou as línguas inglesa e alemã. Como vemos, os dias da semana estão ordenados da seguinte maneira: dia do Sol, dia da Lua, dia de Marte, dia de Mercúrio, dia de Júpiter, dia de Vênus e dia de Saturno. Notamos que aparentemente esta ordem não tem nenhum sentido. No sistema aristotélico, a ordem de afastamento dos "planetas" da Terra era: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Esta ordem foi corretamente deduzida pela velocidade destes astros na esfera celeste. Esta origem atribui-se ao hábito, na Antigüidade, de dedicar-se cada hora e cada dia a um planeta que influenciaria esta hora ou este dia. Os planetas eram ordenados do mais afastado para o mais próximo; o planeta que influenciaria a primeira hora do dia era também o planeta daquele dia. Por exemplo: o dia em que sua primeira hora fosse atribuída ao Sol era obviamente "dia do Sol", a segunda hora, a Vênus, a terceira, a Mercúrio, a quarta, a Lua, a quinta, a Saturno, a sexta, a Júpiter, e a sétima, a Marte. Aí se repetia o ciclo; a oitava ao Sol, e assim por diante. Para saber qual seria a primeira hora (e as seguintes) do dia, e conseqüentemente o "planeta do dia", usava-se a "estrela dos magos", ou heptacorda, uma figura cabalística. A língua portuguesa não dividiu os dias segundo o nome dos planetas, porque no começo do Cristianismo a Páscoa durava uma semana, sendo o trabalho reduzido ao mínimo possível e o tempo destinado exclusivamente a orações. Esses dias eram os feriaes, ou seja, feriados. Para enumerar os feriaes, começou-se pelo sábado, como os hebreus faziam. O dia seguinte ao sábado seria o feria-prima (domingo), depois seria o segunda-feria (segunda-feira), e assim por diante. O sábado origina-se de Shabbath, dia do descanso para os hebreus. O imperador Flávio Constantino (280-337 d.C.), após se converter ao Cristianismo, substituiu a denominação de Dies Solis ou Feria-prima para Dominica (dia do Senhor), que por sua vez foi adotada por povos latinos.

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Sugestões para leitura:

ASSAFIN, M. SALDANHA, A. Calendários. Observatório Nacional, Rio de Janeiro, 1989.

DONATO, H. História do calendário. Universidade de São Paulo, São Paulo, 1976.

KAUSE, A. Astronomia para todos. Iberia, 1944.

LOBO, A. M. Ciência atraente e recreativa. volume 5, Rio de Janeiro.

ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo / Rio de Janeiro, 1983.





ORIGEM DO CARNAVAL

OLHA O CARNAVAL AÍ, GENTE!!!


O Brasil é conhecido como o "país do carnaval" e, como bons brasileiros, devemos saber um pouco sobre essa festa que contagia muita gente daqui e de diversas partes do mundo

A HISTÓRIA DO CARNAVAL

O carnaval é uma festa popular muito antiga e, por isso, não se sabe

a origem exata dessa comemoração. O que se sabe é que essa tradição vem sendo transmitida de geração a geração há muitos séculos.

Quem trouxe o carnaval ao Brasil foram os portugueses, por volta de 1750. Nessa época, a festa era chamada de entrudo, palavra que vem do latim introitu e significa entrada, pois a comemoração começava na entrada (início) da Quaresma.

Mais tarde, surgiram as máscaras, as fantasias e as marchinhas. A serpentina (de origem francesa) e o confete (de origem espanhola) que enfeitam os bailes de salão chegaram ao Brasil em 1892.

Algumas fantasias, como as de Pierrô, Colombina, Arlequim e Rei Momo são bastante tradicionais, principalmente nos bailes de salão. Mas, mesmo com todo o sucesso desses bailes, o carnaval de rua é cada vez mais procurado e ainda preserva parte do folclore brasileiro.



CARNAVAL DE RUA

Desde o início do carnaval brasileiro, muitas pessoas o comemoram nas ruas. Foram assim que apareceram os blocos e os cordões, grupos que cantavam músicas próprias e que deram origem às escolas de samba.

Hoje, nos estados da Região Nordeste, o carnaval de rua reúne uma multidão de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.

Cada estado tem sua maneira de festejar. Na Bahia, por exemplo, a grande atração são os trios elétricos e, em Pernambuco, danças tradicionais como o frevo e o maracatu fazem a festa de adultos e crianças.





O CARNAVAL BRASILEIRO

O primeiro carnaval brasileiro, segundo os historiadores, aconteceu em 1641. O governador do Rio de Janeiro, Salvador Correa de Sá Benevides, determinou que se dedicasse uma semana de festa para homenagear a coroação de D. João IV. O povo adorou a ideia.

No início, o carnaval era animado com canções portuguesas, como as quadrilhas. Depois, vieram a polca e os ritmos do carnaval italiano. Só em 1870 é que surgiu uma música tipicamente brasileira, o maxixe, e a primeira canção carnavalesca do país: E viva Zé Pereira.

Uma tradição do carnaval eram as brigas com ovos, limões, água e farinha, já cultivada em outros países. Na época da Proclamação da Independência, eram comuns essas batalhas. Até as orgulhosas senhoritas da alta sociedade participavam. Das varandas das casas, moças vistosas jogavam ovos e água nas pessoas que passavam na rua.



O SAMBA

O samba tem origem em antigos ritmos trazidos pelos escravos africanos para o Brasil. Afirma-se que a palavra samba vem de semba, que significa umbigada ou união do baixo ventre em dialeto africano. No século XIX, esses ritmos africanos sofreram a influência da polca, da habanera, do maxixe e do choro. A arte do samba chegou ao Rio de Janeiro com as baianas que ali foram viver.







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História do Carnaval



O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos.

A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas da forma semelhante à de hoje.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.

Por Gabriela Cabral

Equipe Brasil Escola

Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.

O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.

A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.



Período de duração. Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.



Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".



Entrudo. O entrudo, importado dos Açores, foi o precursor das festas de carnaval, trazido pelo colonizador português. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais generalizada de brincar no período colonial e monárquico, mas também a mais popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada com entusiasmo, na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza... E foi livre até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e da serpentina, trazidos da Europa.



O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras".



As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.



E foram desaparecendo os disfarces mais famosos do tempo do império e início da república, como a caveira, o velho, o burro (com orelhões e tudo), o doutor, o morcego, diabinho e diabão, o pai João, a morte, o príncipe, o mandarim, o rajá, o marajá. E também fantasias clássicas da commedia dell’arte italiana, como dominó, pierrô, arlequim e colombina — de largo emprego entre foliões e que já não tinham razão de ser, depois que a polícia proibiu o uso de máscaras nos salões e nas ruas... Aliás, desde 1685 as máscaras ora eram proibidas, ora liberadas. E a proibição era séria, bastando dizer que as penas, já no século XVII, eram rigorosíssimas: um proclama do governador Duarte Teixeira Chaves mandava que negros e mulatos mascarados fossem chicoteados em praça pública, e brancos mascarados fossem degredados para a Colônia do Sacramento...

Mas, na década de 1930, muitas daquelas fantasias ainda eram utilizadas, inclusive com máscaras. Entre elas estavam as de apache, gigolô, gigolete, malandro (camiseta de listras horizontais, calça branca, chapéu de palhinha, lenço vermelho no pescoço), dama antiga, espanhola, camponesa, palhaço, tirolesa, havaiana, baiana.



Aos poucos, os homens foram preferindo a calça branca e a camisa-esporte, até chegar à bermuda e ao busto nu, mas isso só depois da década de 1950; as mulheres passaram às fantasias mais leves, atingindo, depois, o maiô de duas peças e alguns colares de enfeite, logo o biquíni, o busto descoberto etc.



Bailes de carnaval. O carnaval europeu começou, na rua, com desfiles de disfarces e carros alegóricos; e, em ambiente fechado, com bailes, fantasias e máscaras. O carnaval carioca, certamente o primeiro do Brasil, surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. A festa durou uma semana, do domingo de Páscoa em diante, com desfile de rua, combates, corridas, blocos de sujos e mascarados. Outro carnaval importante foi o de 1786, que coincidiu com as festas para comemorar o casamento de Dom João com a princesa Carlota Joaquina. Mas o primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de 1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na praça Tiradentes, no Rio. A entrada custava dois mil réis, com direito à ceia.



No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Aderiram à moda o teatro Pedro II, o teatro Santana, e aí até os estabelecimentos populares entraram na dança, no Skating Rink, o Clube Guanabara, o Clube do Rio Comprido, a Societé Française de Gymnastique, em teatros que se alinhavam ao lado dos bailes públicos, mas em área social selecionada.



O carnaval se alastra: surgem "arrastados" em casas de família, bailes ao ar livre, bailes infantis e os pré-carnavalescos, bailes em circos, matinês dançantes. Afinal, certos bailes ganharam fama nacional e até internacional, realizados em grandes clubes, hotéis ou teatros: em 1908 houve o primeiro dos bailes do High-Life, que chegaram ao fim nos anos 40; em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Palácio Teatro, Copacabana Palace, Palace Hotel, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Cassino Copacabana, Quitandinha (em Petrópolis), Automóvel Clube do Brasil.



Em 1935, o Cordão dos Laranjas construiu um salão, em forma de navio, que "atracou" na Esplanada do Castelo, e ali se realizariam alguns dos mais alegres bailes de três ou quatro carnavais. E enquanto o Municipal iniciava concursos de fantasias de luxo (a princípio só femininas, e, depois dos anos 50, masculinas), os bailes que atraíam multidões eram os do Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama, América. Bem familiares em suas primeiras versões, reunindo a sociedade abastada em trajes de gala, foram-se tornando cada vez menos bailes de fantasia. Já não se conseguia dançar, apenas pular, e à casaca e ao smoking juntavam-se o traje-esporte e o mulherio semidespido. E existiam os bailes gremiais como o das Atrizes, o Vermelho e Negro, o dos Pierrôs etc.



Banho de mar à fantasia. Nos bailes, as danças variavam, de polca, lundu e tanguinho a sambas, marchinhas, frevos, jongos e cateretês, com todos os participantes cantando, pulando e "fazendo cordão". Já nos banhos de mar à fantasia, porém, os foliões cantavam a plenos pulmões as músicas de sua preferência e também aquelas que eram divulgadas por discos e nos coretos municipais animados por bandas de música.



Os banhos de mar à fantasia criaram hábito no intervalo entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. Os blocos e foliões trajavam fantasias de papel crepom e, após desfilarem nas praias, caíam na água, tingindo-a por horas, pois as fantasias de papel desbotavam fortemente. Havia, é claro, outro traje de banho, normal, sob aqueles carnavalescos e efêmeros.



Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas, conduzindo famílias ou grupos de foliões que se sentavam não só nos assentos mas também sobre a capota arriada, sobretudo as moças fantasiadas de saias bem curtas, cantando ou jogando serpentinas e confetes nos pedestres, que se amontoavam nas beiras das calçadas para vê-las passar.



Essa gente motorizada brincava também com os ocupantes dos carros vizinhos e, por vezes, com os veículos rodando lentamente, emendavam o cortejo atirando montes de confete e milhares de metros de serpentina que enlaçavam os carros e se acumulavam no asfalto das avenidas a cada noite. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, namoricos etc. — como também de caronas momentâneas na disputa de músicas entoadas por uns e por outros. Cada cidade possuía seu local de corso, e o do Rio de Janeiro ocorria, principalmente, na avenida Rio Branco (antiga avenida Central), mas a certa altura, em vários carnavais o corso se prolongava à avenida Beira-Mar, atingindo o Flamengo e Botafogo até o Pavilhão Mourisco, no final da praia.



Quase conseqüência do corso — que desapareceu com o advento das limusines e carros fechados — as batalhas de confete ocorriam em locais determinados que possuíssem torcidas bairristas organizadas ou blocos fortes para desenvolver a disputa — uma competição de canto, dança na rua e corso (nem sempre). Nas semanas ou meses que antecediam o tríduo de Momo, essas torcidas ou blocos organizavam as festas em que se gastavam quilos de confete e serpentina, litros de lança-perfume, e em que se dava a disputa entre as preferidas de cada agremiação. Tais batalhas se prolongavam, às vezes, até o amanhecer, algumas superando a empolgação dos dias de carnaval "legítimo". Pois ali se exibiam os blocos, os ranchos e os foliões avulsos.



Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o "trote" e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. Tais agremiações se chamavam Tenentes do Diabo, Pierrôs da Caverna, Clube dos Democráticos, Fenianos, Congresso dos Fenianos, Clube dos Embaixadores etc.



A grande concentração popular se fazia na avenida Rio Branco, da Cinelândia até a rua do Ouvidor. A classe média alta preferia as imediações do Jóquei Clube, entre a avenida Almirante Barroso e a rua Araújo Porto Alegre. Alguns levavam seus próprios assentos, cadeiras e banquinhos, mais tarde substituídos por palanques e arquibancadas montados pela prefeitura. A segunda-feira era célebre não só pelo desfile de ranchos — que usavam fogos de artifícios coloridos –, mas também porque os freqüentadores do baile do Municipal eram observados pelo populacho, que ia admirar-lhes as fantasias. A Galeria Cruzeiro, hoje edifício Av. Central, era o ponto focal do trecho entre a rua São José e a avenida Almirante Barroso, a área de maior animação dos carnavalescos tradicionais, que cantavam e dançavam ao som das músicas lançadas nos palcos dos teatros de revista e nas emissoras de rádio.



Escolas de samba. As "escolas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negros. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. Para a formação desses redutos contribuiu decisivamente a migração de populações rurais nordestinas, que, atraídas para a capital em fins do século XIX, introduziram um mínimo de organização e de sentido grupal ao carnaval carioca, até então herdeiro do entrudo português.

No entanto, a denominação "escola" só vai surgir em 1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Ismael Silva (1905-1978), seu fundador, explicava o termo como decorrência da proximidade da Escola Normal, no mesmo bairro, o que fazia os sambistas locais serem tratados de "professor" ou "mestre". Posteriormente surgem diversas outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. No começo, pouco se distinguiam dos blocos e cordões, com ausência de sentido coreográfico e sem qualquer caráter competitivo. Com o tempo, transformam-se em associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de samba e "ensaios" com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos decorrentes da preparação dos desfiles.



Com a oficialização dos desfiles, a partir de 1935, as escolas passam a receber subsídios da prefeitura, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e sede, elegendo periodicamente suas diretorias, inclusive um diretor de bateria, que comanda os instrumentos de percussão, e um diretor de harmonia, responsável pelo entrosamento de canto e orquestra. A escola desfila precedida de um abre-alas (faixa que pede passagem e anuncia o enredo) e da comissão de frente (dez a quinze sambistas, representando simbolicamente a diretoria da escola). A seguir, pastoras (antigas dançarinas dos ranchos), fazendo evoluções; mestre-sala e porta-bandeira; destaques; academia (coro masculino e bateria). O restante divide-se em alas, geralmente com coreografias especiais, e carros alegóricos. Apresentam sempre um tema nacional — lenda ou fato histórico — expresso no samba-enredo, base de todo o desfile.



Até 1932, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas limitavam-se a percorrer livremente as ruas, acompanhadas por populares. Naquele ano, o jornal Mundo Esportivo organizou um desfile na praça Onze, de que participaram dezenove escolas, saindo vitoriosa a Estação Primeira de Mangueira. No ano seguinte o número de concorrentes subiu para 29 e o desfile foi promovido pelo jornal O Globo, saindo vitoriosa novamente a Mangueira. Em 1934, ano em que foi fundada a União Geral das Escolas de Samba, a competição foi realizada no dia 20 de janeiro, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e a Mangueira alcançou o tricampeonato.



O interesse em fomentar a competição com atração turística começou em 1935, quando o certame foi apoiado pelo Conselho de Turismo da Prefeitura do então Distrito Federal, obtendo a Portela sua primeira vitória, ainda com o nome de Vai Como Pode. A partir daí, já estabelecido como promoção oficial do carnaval carioca, o desfile foi realizado sem interrupção, exceto nos anos de 1938 e 1952, quando as chuvas impediram a promoção.



O modelo se estendeu a todas as capitais brasileiras, excetuando-se duas: Salvador da Bahia e o conjunto Recife-Olinda, em Pernambuco.



Carnaval de Pernambuco e Bahia. O carnaval pernambucano, especialmente em Olinda e Recife, é um dos mais animados do país, e essa característica cresceu paralelamente à extinção do carnaval de rua na maior parte das cidades brasileiras, por causa do desfile das escolas de samba. As principais atrações do carnaval pernambucano — cujos bailes também são os mais animados — são, na rua, o frevo, o maracatu, as agremiações de caboclinhos, a imensa participação popular nos blocos (reminiscências modernizadas dos antigos "cordões") e os clubes de frevo. Em Recife e Olinda os foliões cantam e dançam, mesmo sem uniformes ou fantasias, ao som das orquestras e bandas que fazem a festa. Os conjuntos de frevo mais animados são os Vassourinhas, Toureiros, Lenhadores e outros.



Lembrando, pela cadência, os velhos ranchos, os maracatus estão ligados às tradições afro-brasileiras. Já os caboclinhos constituem outro tipo de agremiação folclórica, cujos desfiles são apenas vistos e aplaudidos.



A outra cidade em que a participação popular é costumeira, e onde todos cantam, dançam e brincam é Salvador. Uma invenção surgida na década de 1970 e que, à diferença do frevo, conseguiu contagiar outros estados e cidades, foi o trio elétrico — um caminhão monumental no qual se instalam aparelhos de som, equipados com poderosos alto-falantes que reproduzem continuamente as composições carnavalescas gravadas. Há ainda, como em Recife e Olinda, muitos populares que improvisam fantasias simples mas também adotam a postura galhofeira e vestem os disfarces de cinqüenta ou cem anos atrás. Tudo isto traduz bem o espírito momesco irreverente que impele a multidão à descontração total.



Músicas de carnaval. Durante o império, as músicas cantadas no período carnavalesco, no Brasil, eram árias de operetas, depois lundus, tanguinhos, polcas e até valsas. No início do século XX, predominaram, nas ruas, as cantigas de cordões e ranchos e, nos bailes, chorinhos lentos, polcas-chulas, marchas, fados, polcas-tangos, toadas e canções. Logo após a primeira guerra mundial, os palcos dos teatros-de-revista tornaram-se os lançadores das músicas de carnaval e iniciou-se, então, o domínio das marchinhas, maxixes, marchas-chulas, cateretês e batucadas. E também do samba, que, na era do rádio, entre 1930 e 1960, dividiu os louros com a marchinha, embora às vezes cedesse ao sucesso de um jongo, de uma valsa ou de uma batucada. O samba, nos salões e na rua, era absoluto. Mas desde fins do decênio de 1960, com a consolidação do desfile das escolas de samba, o samba e a marcha mergulharam no ostracismo, trocados pelo samba-enredo das escolas de samba.

Pesquisas Barsa

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Músicas Carnavalescas

Mensagens e dinâmicas para reunião de pais














segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dinâmicas com nomes



JOGOS DE BOLAS E NOMES



Recurso: Uma bola



Em círculo. Inicialmente, um aluno joga para outro, dizendo seu próprio nome. Esta parte termina quando todos tiverem jogado e dito seus nomes. A seguir, aquele que joga a bola diz o nome do colega que vai receber.

Obs. Deixar o tempo necessário para que todos joguem e recebam a bola várias vezes.



QUEM SOU EU



Uma boa dinãmica para a primeira aula é o jogo "Quem sou eu". Para preparar é fácil e você vai conseguir com que todos aprendam os nomes uns dos outros e será uma ótima oportunidade para você também aprender.



Faça quadrados de cartolina com figuras das palavras que vai usar no jogo, coisas básicas ou qualquer outro objeto. Deve fazer os quadrados de cartolina ou qualquer outro papel grosso no mesmo número de alunos + 1, que você usará.



Coloque-os em círculo (de preferência), distribua os cartões para os alunos, pedindo que não mostrem ainda uns aos outros. Comece mostrando o seu e diga:



- Eu sou Fulano e sou um (a) - diga o nome da figura que está no seu cartão. Uma bola, por exemplo.



Aponte um aluno aleatoriamente, que dirá para você:



- Você é Fulano e é uma bola, eu sou Beltrano e sou uma bicicleta.



Ele deve então apontar outro aluno, que olhará para você e dirá:



- (apontando o aluno anterior) Ele é Beltrano e é uma bicicleta, você é Fulano e é uma bola, eu sou Sicrano e sou um livro.



Cada aluno apontado deve dizer tudo que os outros disseram, apontando cada aluno e finalizando sempre com 'você é Beltrano e é uma bola, eu sou... um (a)...



Você pode colocar figuras que vão ficar engraçadas ditas pelos alunos, e eles vão se divertir enquanto vão memorizando os nomes uns dos outros. Na verdade essa dinâmica é uma boa ajuda para que você também aprenda os nomes deles,o que é desejpável em um professor, que no mínimo saiba o nome de seus alunos.



DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO



1. Cada um dirá o próprio nome acrescentando um adjetivo que tenha a mesma inicial do seu nome. Exemplo: Roberto Risonho.



2. O seguinte repete o nome do companheiro com o adjetivo e o seu apresenta acrescentando um adjetivo para o seu nome e assim sucessivamente.







Eu sou... e você, quem é?



Formar uma roda, tomando o cuidado de verificar se todas as pessoas estão sendo vistas pelos demais colegas. Combinar com o grupo para que lado a roda irá girar. O educador inicia a atividade se apresentando e passa para outro. Por exemplo: "Eu sou João, e você, quem é?" "Eu sou Márcia, e você, quem é?" "Eu sou Lívia, e você quem é?"

A dinâmica pode ser feita com o grupo sentado sem a roda girar.



Apresentante:



Material Necessário: Objetos diversos (xale, óculos, chapéu, colares etc.)Propor aos participantes apresentarem-se, individualmente, de forma criativa. Deverá ser oferecido todo tipo de objetos para que eles possam criar dentro da vontade de cada um.



Alô, alô!



Formar uma grande roda com todos os participantes e pedir que cada um se apresente de forma cantada com a seguinte frase: "Sou eu fulano, que vim para ficar; sou eu, fulano, que vim participar." É importante que cada um fale o seu nome, pois este simples exercício trabalha a auto-estima.



Procurando um coração...



Material Necessário: Corações de cartolina cortados em duas partes de forma que uma delas se encaixe na outra. Cada coração só poderá encaixar em uma única metade.Distribuir os corações já divididos de forma aleatória. Informar que ao ouvirem uma música caminharão pela sala em busca de seu par. Quando todos encontrarem seus pares, o educador irá parar a música e orientar para que os participantes conversem.



http://aartedeensinareaprender.blogspot.com/2011/02/dinamicas-para-primeira-semana-de-aula.html



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Educação Infantil- primeiros dias

UMA MÃO LAVA A OUTRA...


IÇAMI TIBA

Uma mão lava a outra...

Era uma vez um dedo.

Ele vivia sem saber nada de si,

Porque olhava somente para fora.



Ele foi muito bem cuidado por mãos bem maiores.

Essas mãos lhe deram carinho e alimento,

Deram-lhe também um nome: Neném

O dedo repetia o que as mãos lhe falavam.

Aprendeu nome delas: Mamãe.



Começou a descobrir outras mãos.

Mas a mais importante era sempre a mamãe.

Sentia-se centro das atenções.



Neném adorava dormir envolvido por ela,

Neném e Mamãe eram um só sentimento.

Gostava mesmo era de ser agradado.

Detestava quando Mamãe sumia.

Parecia que ele mesmo também não existia.



Olhou-se e percebeu:

Ele tinha outros dedos irmãos.

Que a alegria poder mexê-los todos.

Logo entendeu que todos faziam parte da mão.

Agora, ele era a mão que comandava os dedos.

Ficou mais engraçado brincar com outras mãos...



Um dia a mão quis se lavar.



Por mais dedos que tivesse, não conseguiu.

Po maior que fosse um dedo, também não conseguiria...

Precisou da ajuda de outra mão.

Que fácil, e que gostoso:

Uma mão lavar a outra!

Ambas são importantes uma para outra.

Assim a mão viveu seu primeiro relacionamento.

Depois vieram outros...



LIVRO: COLETÂNEA DE TEXTOS DE IÇAMI TIBA: EDUCAÇÃO & AMOR ; EDITORA INTEGRARE -2006





PAUTA DE REUNIÃO DE PAIS



-Leitura da mensagem “uma mão lava a outra...” de Içami Tiba

-Conversa sobre a mensagem;

- Apresentação aos pais;

- Passar a lista de presença com atualização dos telefones

- Entrega dos crachás para o uso no mês de fevereiro;

- Entrega dos cartões rosas para assinatura dos pais e entrega da criança, para menores de idade devem preencher o TERMO DE RESPONSABILIDADE



LANCHE – Os pais irão acompanhar a criança para conhecer como vai ser a organização



ALGUNS LEMBRETES:



Horário das 7h30 ás 11h30’ – evitar atrasos tanto na entrada como na saída



Mochila deve conter: um guardanapo de tecido para forrar a mesa, uma toalha pequena (de lavabo) com elástico nas pontas para poder pendurá-la no pescoço;

Agenda de recados: onde será nosso meio de comunicação durante todo ano, por isso evite esquecê-la em casa; deve ser bem cuidada (não deixar em locais sujos, não deixar a criança riscar, entre outros);

Cartão de saída: a criança só será entregue diante da apresentação do cartão de saída, para segurança de todos nós principalmente da criança.

Endereço e telefone , manter sempre atualizados.

Falta da professora: a professora tem direito a seis abonadas e atestados médicos, sempre que possível será agendada substituta se houver disponibilidade.assim como imprevistos que podem acontecer de manhã.



Termo de responsabilidade : sempre que um menor de idade vier pegar as crianças.



ENTREGA DO HISTÓRICO DA CRIANÇA PARA PREENCHER EM CASA – Por meio dele que poderemos conhecer a criança e a escola também. É imprescindível a entrega do mesmo.



VISITA PELA ESCOLA



DESPEDIDA





PROFESSORA NATALIA SALA 3 – MANHÃ – FASE II









sábado, 5 de fevereiro de 2011

Organizando a Rotina Escolar na Educação Infantil







Rotina escolar



Orientações para a organização das atividades diárias



A rotina escolar é uma seqüência de atividades que visam a organização do tempo que a criança permanece na escola. Apóia-se na reprodução diária de momentos e nos indícios e sinais que remetem às situações do cotidiano.

Numa canção na entrada à bandeja do lanche, os alunos prevêem as atividades que se seguirão: “Depois do lanche tem brinquedo no parque”, “Depois da roda a gente desenha, pinta, faz trabalho com massinha”.

A espinha dorsal da rotina são alguns marcos temporais que quase nunca se alteram: a chegada, a roda, o lanche, o pátio, a saída, e é importante manter constantes os parâmetros principais da rotina, para que as crianças se sintam seguras e não se desorganizem.

Entretanto, outros momentos se interpõe, levando em conta o ritmo do grupo, que é dinâmico. Assim, constantemente surgem novas experiências e alterações, mas o professor se manterá em seu papel de “porto seguro”.

Uma rotina compreensível e claramente definida é, também, um fator de segurança. Serve para orientar as ações das crianças e dos professores e favorece a previsão de situações que possam vir a acontecer. As atividades de rotina são aquelas que devem ser realizadas diariamente, oportunizando as crianças o desenvolvimento e a manutenção de hábitos indispensáveis à preservação da saúde física e mental como, por exemplo, a organização, a higiene, o repouso, a alimentação correta, o tempo e os espaços adequados, as atitudes, as atividades do dia, etc.

Por caracterizar-se como facilitadora da aprendizagem, a rotina, então não deve transformar-se numa planilha diária de atividades, rígida e inflexível, exigindo a adaptação da criança a ela. A flexibilidade, portanto, é fundamental e a criança precisa aprender a lidar com o inesperado.

A organização do tempo precisa ensejar alternativas diversas e, freqüentemente, simultâneas de atividades mais ou menos movimentadas, individuais ou grupais, que exijam maior ou menor grau de concentração da atenção; determinar a hora do repouso, da alimentação, da higiene, a hora do brinquedo, da recreação, do jogo e do trabalho sério.

Não podemos esquecer que as atividades organizadas contribuem, direta ou indiretamente, para a construção da autonomia: competências que perpassam todas as vivências das crianças.

Os alunos vão chegando e logo ficam curiosos para definir e conhecer o que ocorrerá no dia, por isso a importância da rotina e da sala de aula possuir um quadro de rotinas. Com um quadro de rotinas é fácil determinar as ordens das tarefas junto com os alunos, principalmente na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino fundamental. Então é fundamental que cada o professor confeccione o seu, pois sempre começa o dia mostrando para a turma as atividades que fazem parte daquele dia. Isso ajuda a controlar a ansiedade da garotada. O ideal é que ele fique em lugar bem visível.



Tempo e chamada

Na Educação Infantil o primeiro passo da rotina é a caracterização do dia em termos de calendário (Que dia é hoje? Em que mês estamos? Que dia foi ontem? E que dia será amanhã? Se tiver alguma data especial o professor deve conversar sobre ela com seus alunos: data cívica ou aniversário de algum aluno - mesmo que tenha ocorrido num feriado ou fim de semana), tempo (a estação do ano é relembrada e verifica-se se algumas características estão presentes no dia. As condições climáticas são, então, registradas através de cartaz do tempo).

Finalizada essa etapa, é iniciada a chamada interativa: o professor sugere ao grupo que observe e verifique quem está presente e quem faltou. Após nomearem os faltantes, então começa a chamada propriamente dita, que pode ser realizada de diversas formas: preenchendo o quadro “Quantos somos?”, ou num quadro que possua as fichas de todos os alunos (retira-se as fichas dos que estão faltando e em seguida conta-se quantos alunos estão presentes, podendo ser até um momento para trabalhar com os nomes dos alunos), bonequinhos com o nome dos alunos para colocar num quadro específico (pode-se fazer como o exemplo anterior),entre outros modelos. Qualquer que seja o modelo escolhido deve-se fazer a contagem dos presentes, separar em grupos (meninos e meninas) e sua totalização novamente. Toda essa atividade de chamada interativa vai permitir a descoberta e consolidação de valores, além de ser muito agradável para a criança pelo seu caráter lúdico e participativo, valorizando a presença de cada um e permitindo, embora dentro da rotina, muitas variações.

No Ensino Fundamental essa etapa pode ser simplificada falando sobre a data do dia (Dia, mês e que ano estamos? Tem alguma data especial que se comemora hoje? Pode ser data cívica ou aniversário de algum aluno). A chamada também é primordial, mas pode ser feita de maneira mais simples.



Ajudante do dia



A escolha do ajudante do dia pode ser efetuada com várias dinâmicas: um casal por dia ou apenas um ajudantes, alternadamente menino/menina, escolhido através de sorteio, ordem alfabética. No caso do Ensino Fundamental pode ser o representando e vice em dias alternado mais um aluno.

A esses ajudantes, nesse dia, caberá colaborar em todas em todas as tarefas, tais como: distribuir materiais, bilhetes, organizar a sala, etc.



Atividades do dia

As atividades apresentadas para o dia devem constar no quadro de rotina: atividade individual, em grupo, vídeo, informática, explicação e correção do dever de casa, jogos, etc.

O tempo gasto em cada atividade é um elemento importante, por isso teve ser pensado desde o planejamento, para não colocar excesso de atividades.



A importância da roda



A roda é um dos momentos de grande interação. Implica a expectativa de algum fato relevante, pois algo de importante vai acontecer quando todos sentam numa roda. Para o professor, é uma oportunidade de observar os alunos e as relações entre eles: duplas ou trios que se sentam perto, conversam, trocam objetos, riem.

Nos primeiros dias de aula, a proximidade da roda permite que os alunos se conheçam melhor, observando semelhanças e diferenças por meio de um jogo de identificação iniciado pelo professor: “Tem criança com camisa azul”, “Tem criança com bota”. Mesmo não sabendo ainda o nome dos colegas, as crianças se voltam para os indicadores, acompanhando a nomeação de cada um: “Davi vai mostrar sua mochila nova”, “Quem está de blusa verde vai pegar a caixa de botões”. Todo o grupo se envolve na adivinhação e às vezes descobre quem é o aluno.

A “roda de novidade” deve fazer parte da rotina desde os primeiros dias de aula. No início, o professor traz os objetos para serem explorados, e os alunos são praticamente espectadores. Mas a roda evolui quando as crianças começam a trazer as novidades de casa – uma fruta, um brinquedo, uma revista, toquinhos de madeira, algumas fotos e até uma caixa cheia de tampinhas de refrigerante. O que for significativo para a criança pode ir para a roda, desde que o dono queira. Uma das possibilidades é criar a “caixa de novidades”. Na chegada, o aluno guarda o objeto, que depois de exibido na roda volta para a caixa ou vaio para a mochila, conforme a criança desejar.

A novidade pode desencadear várias atividades, como jogos, brincadeiras e histórias, e faz a ponte entre a casa e a escola, permitindo identificações, além de incentivar o início das relações de interação e troca entre os alunos. A roda pode ser o primeiro momento de centralização das atividades do dia. Nela se tem um espaço privilegiado no qual se pode desencadear a exploração de temas e o amadurecimento das idéias. Mas para isso é de grande importância a participação dos alunos por meio de comentários e discussões.

Na Educação Infantil a roda faz parte da rotina diária, podendo ocorrer mais de uma vez ao dia se necessário. Já no Ensino Fundamental pode ser inclusa como forma de trabalho, para uma explicação de conteúdo, experiência onde os alunos possam ficar mais próximos, durante um jogo, entre outras situações que o professor julgue necessária, pode ou não fazer parte da rotina diária.



Um de cada vez

No início do ano, é comum o professor estimular a participação das crianças tentando fazer com que falem, façam comentários, manipulem brinquedos. Mas chega um momento em que começa uma avalanche: as crianças não escutam, só falam, e quase todas ao mesmo tempo. Os interesses se voltam para um determinado objeto,às vezes disputado no “vale-tudo”.

Situações como essa podem representar um desafio para o professor, na medida em que ele se vê obrigado a repensar atividades para torná-las mais adequadas aos movimentos do grupo.

É hora de coordenar ações coletivas. Essa organização, na verdade, deve ser feita logo no início do ano, e constituirá a estrutura de apoio das relações e da convivência.

Um dos instrumentos dessa estrutura são os “combinados”, os acordos do tipo “cada um tem sua vez de falar”, “brinquedo não vai para o pátio”, “não é para rabiscar nem rasgar os livros”.

Temas como esses também podem ser discutidos numa “roda de conversa”. Se, por exemplo, os alunos estão deixando as peças dos jogos de encaixe espalhadas, sem se preocupar em guardá-las nos lugares certos, pode-se conversar sobre a necessidade de organização para que não se perca nenhuma peça.

É fundamental que os combinados sejam expostos o ano inteiro na sala de aula, seja através de cartaz ou de plaquinhas, para sempre que necessário o professor relembre a turma ou o aluno sobre o que foi combinado anteriormente. E quando precisar pode acrescentar novos combinados à lista que já está exposta, ou criar novas plaquinhas.



Criando autonomia



Aos poucos, depois de muita repetição, as crianças vão se acostumando e acabam reproduzindo os “combinados”, sem a necessidade da intervenção constante do professor. Eles podem, então, ser ampliados: agora as crianças incorporam a necessidade de guardar direito os jogos e brinquedos, sabem esperar sua vez de falar, já podem conhecer a aplicar algumas regras de convivência: “Não vale empurrar o colega, molhar o colega, jogar areia na cabeça do colega”.

Com o tempo, os próprios alunos se empenham em criar novas regras, de acordo com a necessidade surgida na prática. Em todos os sentidos, agem de modo cada vez mais independente, e cabe ao professor facilitar a construção dessa autonomia.



Organização escolar

A organização do espaço escolar deve criar condições para que as atividades se desenvolvam de maneira flexível e cooperativa. A renovação deve ser constante, introduzindo materiais novos ou arrumando os antigos.

As crianças brincam em duplas, trios ou grupos maiores. Gostam de construir com sucatas e blocos, fazendo prédios, trens, estradas, e esses aspectos devem ser considerados na configuração e na estrutura do espaço físico e do material usado nas atividades do cotidiano escolar.

A escola deve oferecer um ambiente seguro e favorecer a ampla circulação dos alunos, permitindo que subam e desçam, levem e tragam, inventem caminhos. É possível também criar espaços como uma casa de boneca, um camarim, onde os personagens se pintam e se fantasiam, põem máscaras e acessórios, o palco com fantoches e um local para a bandinha, de modo que os alunos possam explorar sons e ritmos.



Era uma vez...



Contar uma história é uma experiência de grande significado para quem conta e para quem ouve. Muitas crianças são capazes de antecipar as seqüências emocionantes e reagem escondendo-se atrás do amigo, apertando as mãos, arregalando os olhos. Depois, o suspiro de alívio e do riso quando o herói venceu os obstáculos.

Na história, a criança se projeta momentaneamente nos personagens e penetra no mundo da fantasia, vivenciando um contato mais estreito com seus sentimentos e elaborando seus conflitos e emoções. A história funciona como uma ponte entre o real e o imaginário. Por meio da história, a criança observa diferentes pontos de vista, vários discursos e registros da língua. Amplia sua percepção de tempo e espaço e seu vocabulário.

Para que esse seja um momento prazeroso, é fundamental que se escolha uma história com a qual a criança possa se identificar. Além disso, convém criar um clima de aconchego, construindo uma interação positiva.

O professor vai se transformando num contador de histórias quando se liberta do texto escrito e observando as reações das crianças, ouvindo seus comentários, fazendo dessa hora um momento de emoção. Assim poderá reajustar a narrativa, introduzindo, acrescentando ou até suprindo detalhes para torná-las mais significativa para o grupo.



É melhor ler ou contar?

Há vários modos de apresentar as histórias para as crianças. A maioria delas alcança sua melhor forma de expressão se forem contadas; outras se forem lidas, pois assim ganham mais brilho, e até exigem que sejam mostradas as ilustrações.

Quando se conta uma história, em vez de ler o livro para os alunos, está-se permitindo que os significados simbólicas e interpessoais da narrativa sejam atingidos plenamente.

Pode-se contar a história sem mostrar a ilustração logo de início, pois às vezes a intermediação do texto obriga o contador a dividir sua atenção entre a narrativa e os ouvintes. Além disso, é possível criar um clima que permita à criança liberar sua imaginação e viver sua fantasia. Entretanto, além de contar, é importante que o professor também leia histórias.

É sempre bom fazer um estudo prévio do texto antes de contar ou ler a história. Se conhecer o enredo, o ambiente, os personagens e as falas, o professor poderá fazer uma narração e uma interpretação mais precisas e convincentes.



Sugestão de rotina:


Ø Educação infantil:

• Acolhida: saudação, oração, guarda de material, músicas, etc.

• Quadro de rotina

• Rodinha (conversa sobre como eles estão, hora da novidade, etc.)

• Calendário (dia, mês, ano, aniversariantes, etc.) e tempo;

• Chamada interativa ou “Quantos somos?”

• Escolha do ajudante do dia;

• Retomar o dever de casa do dia anterior (cada um deverá mostrar o que fez, o que mais gostaram de fazer, etc. Caso algum aluno tenha feito de forma incorreta, retomar com ele num momento oportuno para que ele corrija ou refaça caso seja necessário)

• Atividade de sala (individual, grupo, desenho, informática, vídeo, jogos, brincadeiras, pintura, modelagem, etc.)

• Parquinho

• Lanche

• Escovação

• Atividades de sala

• Dever de casa (passando dever de casa)

• História

• Relaxamento com música



Ø Ensino Fundamental



• Calendário (dia, mês, ano, data cívica, aniversariantes)

• Quadro de rotina

• Dever de casa (passando e explicando o dever do dia)

• Agenda

• Chamada

• Dever de casa (correção dos deveres passados em dias anteriores)

• Atividades de sala (individual, grupo, informática, vídeo, jogos, brincadeiras, pintura, caderno, livro, etc.)

• Lanche

• Escovação

• Recreio

• Atividades de sala

• Organização da sala







Bibliografia

AROEIRA, Maria Luísa C.; SOARES, Inês B. & MENDES, Rosa Emília de A. Didática de pré-escola: vida criança: brincar e aprender. São Paulo: FTD, 1996.



MORANGON, Cristiane. Um quadro de rotinas. Revista Nova Escola. Edição nº160. São Paulo: Editora Abril, março, 2003.



SANT’ANA, Ruth B. Rotina e experiências formativas na pré-escola. GT: Educação de crianças de 0 a 6 anos.nº 07. Tese (Doutoramento em Psicologia Social). Pontícia Universidade Católica, São Paulo, 2002



SIGNORETTI, A. E. R. S.; MONTEIRO, K. K & DAVÓLIO. R. A. C. Rotina escolar: orientações para professor e aluno organizarem as atividades diárias. Revista do professor. Porto Alegre, jul./set. 2000.



http://cre6-rjrj.blogspot.com/2011/02/organizando-rotina-escolar-na-educacao.html?spref=fb